EDITORIAL

Lívia Fialho Costa

Resumo


A doença, o mal-estar, a aflição constituem experiências pessoais consideradas desagradáveis. A busca de tratamentos específicos está associada a várias condições dentro  de uma mesma cultura. Seu impacto no indivíduo, na família e no contexto social mais amplo tem merecido a atenção de muitos estudos nas mais diversas áreas. Aprender  a lidar com as situações indesejáveis – mediante exposição narrativa (autobiográfica) ou a partir de estratégias tecnológicas que viabilizam mudanças nos modos de estar doente – motivou a organização deste dossiê, dedicado à temática Educação e Saúde. Embora este dossiê não destaque apenas a discussão sobre a educação emsaúde, os textos, aqui reunidos, tomam como referência pesquisas que falam sobre fatores de risco e de proteção à saúde, sobre condições de trabalho, sobre a doença como produtora de exclusão e de desvalorização de si.

O campo da educação vem sendo olhado como lugar da construção social da saúde, vez que cuidado, afetividade, proteção e atenção são constructos apreendidos pelos sujeitos em situações educativas. A escola é, desta forma, o espaço coletivo onde são privilegiadas ações em saúde, prevenção, estímulos a hábitos saudáveis dos alunos, não esquecendo que o debate se estende para a qualidade de vida do professor, dando atenção aos cuidados que devem ser observados (tempo de trabalho, cuidados com a voz), considerados elementos que fazem parte dos contextos de vulnerabilidade docente. Ao mesmo tempo, a escola é o lugar da emergência de patologias e/ou da medicalização e patologi-zação dos comportamentos.


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DOI: http://dx.doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2016.v25.n46.p%25p

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e-ISSN: 2358-0194

 Classificação Qualis CAPES:

 Educação - A2

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