INTELECTUAIS NEGROS NA REPÚBLICA: ASCENSÃO SOCIAL A PARTIR DA PROFISSÃO DOCENTE (1889 - 1930)

  • Graciela Castro de Matos
  • Antonieta Miguel

Resumo

Este artigo analisa a ascensão social do negro a partir da profissão docente na República (1889 - 1930), bem como a trajetória educacional vivenciada pelos professores negros Alfredo José da Silva, Raquel Pereira Andrade e Francisco José de Sant’ Anna que residiram na cidade de Caetité, Tanque Novo e Rio de Contas respectivamente. O estudo voltado para a historiografia da educação do negro é algo muito recente, nesse sentido, a ascensão social de negros a partir da profissão docente se faz de grande relevância para a história do negro, pois permite compreender as táticas (CERTEAU, 2005) utilizadas para burlar as situações de exclusão social num contexto em que o “embranquecimento” caracterizava a política institucional do Estado e a educação constituía um elemento de acesso à cidadania (critério de votação). Como resultado, as investigações apontam para a existência de processos envolvendo escolarização, ascensão social e intelectualidade (SIRINELLI, 2003; VIEIRA, 2008, 2015) do negro no interior da Bahia, em consonância com o contexto nacional de luta dos grupos negros pela escolarização. Enfim, esta pesquisa contribuiu para conhecer a história da educação do negro nos primeiros anos da República, em seus aspectos de exclusão, resistência e inclusão, bem como o exercício de seus direitos. Este estudo utiliza uma metodologia de pesquisa documental, com destaque para as seguintes fontes: fotografias, jornais, revistas de Educação, dentre outros.

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