TECITURAS ENTRE EDUCAÇÃO E SAÚDE: PROCESSOS DE ESCOLARIZAÇÃO DA JUVENTUDE SOTEROPOLITANA COM DOENÇAS FALCIFORMES

Autores

  • Daniela Santana Reis Faculdade Adventista da Bahia (FADBA).
  • Augusto Cesar Rios Leiro Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

DOI:

https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2018.v27.n51.p195-212

Palavras-chave:

Educação, Saúde, Doenças falciformes, Juventude

Resumo

A partir do entrecruzamento entre educação e saúde, desenvolveu-se este estudo, de caráter multidisciplinar, objetivando levantar as pesquisas realizadas no estado da Bahia sobre doenças crônicas, destacadamente as Doenças Falciformes, além de traçar o perfil de escolarização de jovens soteropolitanos com a patologia, e, finalmente, descrever suas percepções e expectativas escolares. Para tanto, metodologicamente,o presente texto resulta de uma pesquisa de naturezas qualitativa e quantitativa, dos tipos exploratória e descritiva. Para o alcance dos objetivos elencados, foram utilizados protocolos de pesquisa documental e formulários para a colheita de informações e depoimentos. Estes últimos foram aplicados a professores, na fase exploratória da pesquisa, e aos jovens com doenças falciformes, cadastrados no ambulatório multirreferencial da Avenida Carlos Gomes, em Salvador. Os resultados do levantamento bibliográfico-documental sublinham a necessidade de pesquisas que dialoguem entre as áreas abordadas, dada a relevância socioacadêmica do estudo, em um cenário de escassa produção científica. As informações dos formulários apontam para o (des)conhecimento dos professores sobre a patologia, para as diferenças no que tange à postura pedagógica e para a esperança dos jovens quanto às possibilidades do fazer docente numa perspectiva que contemple a diversidade

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Daniela Santana Reis, Faculdade Adventista da Bahia (FADBA).

Doutora em Educação pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Professora da Faculdade Adventista da Bahia
(FADBA). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Formação do Educador, Comunicação e Memória (FECOM).

Augusto Cesar Rios Leiro, Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Professor na Universidade do Estado da Bahia (UNEB).
Professor na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Manual de diagnóstico e tratamento de doenças falciformes. Brasília, DF, 2002.

ALVES-MAZZOTTI, A. J.; GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 2006.

ASSOCIAÇÃO BAIANA DAS PESSOAS COM DOENÇA FALCIFORME (ABADFAL). Prefeitura de Salvador. Secretaria Municipal de Saúde de Salvador. Doença falciforme: a importância da escola. Salvador, 2013. Disponível em: <http://www.saude.salvador.ba.gov.br>. Acesso em: 14 mar. 2016.

ATKIN, K; AHMAD, W. Living a ‘normal’ life: young people coping with thalassaemia major or sickle cell disorder. Social Science & Medicine, n. 53, p. 615-626, 2001.

BATISTA, T.; MORAIS, A.; FERREIRA, C. Com(vivendo) com a anemia falciforme: o olhar da enfermagem para o cotidiano de adolescentes. In: FERREIRA, S.; CORDEIRO, R. (Org.). Qualidade de vida e cuidados às pessoas com doença falciforme. Salvador: EDUFBA, 2013. p. 75-94.

BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Tradução de Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.

BITTENCOURT, D. Tarja branca: no avesso da medicalização da infância. 2016. Tese (Doutorado em Educação e Contemporaneidade) – Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade da Universidade do Estado da Bahia (PPGEduC/UNEB), Salvador, 2016.

BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação. Porto: Porto Editora, 1999.

BORGES, M. Criação e implantação de um serviço pedagógico ambulatorial para portadores de doenças crônicas do sangue – um relato de experiência. 1996. 193 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, 1996.

BRASIL. Senado Federal. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF, 1988.

______. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Seção 1, p. 27833-27841.

CASTRO, A. Por uma lua inteira: o processo de reinserção escolar do aluno com anemia falciforme após crise, com foco nas ações pedagógicas. 2014. 281 f. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2014. Disponível em: <https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/18421/1/Tese-ersao%20impressao.pdf>. Acesso em: 17 maio 2015.

CENTRO DE EDUCAÇÃO E APOIO PARA HEMOGLOBINOPATIAS (CEHMOB). Atenção básica e atenção secundária: contradições e superações. Belo Horizonte, 2012.

DEMO, P. Professor do futuro e reconstrução do conhecimento. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

DYSON, S. Et al. Reported school experiences of young people living with sickle cell disorder in England. British Educational Research Journal, v. 36, n. 1, p. 125-142, 2010a. Disponível em: <http://www.tandfonline.com/loi/cber20>. Acesso em: 06 jun. 2016.

______. Disclosure and sickle cell disorder: a mixed methods study of the young person with sickle cell at school. Social Science & Medicine, v. 70, n. 12, p. 2036-2044, jun. 2010b.

FERREIRA, L. A pesquisa educacional no Brasil: tendências e perspectivas. Contrapontos, Itajaí, SC, v. 9, n. 1, p. 43-54, jan./abr. 2009.

FERREIRA, S. O uso do blog no curso de enfermagem: um estudo na disciplina Saúde do Adulto, Salvador. 2013. 135 f. Dissertação (Mestrado em Educação e Contemporaneidade) – Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade da Universidade do Estado da Bahia (PPGEduC/UNEB), Salvador, 2013.

FLECHA, R.; TORTAJADA, I. Desafios e saídas educativas na entrada do século. In: IMBERNÓN, F. (Org.). A educação no século XXI: os desafios do futuro imediato. 2. ed. Tradução de Ernani Rosa. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. p. 21-36.

FRIGOTTO, G. Juventude, trabalho e educação no Brasil: perplexidade, desafios e perspectivas. In: NOVAES, R.; VANNUCHI, P. (Org.). Juventude e sociedade: trabalho, educação, cultura e participação. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004. p. 180-216.

GATTI, A. Grupo focal na pesquisa em ciências sociais e humanas. Brasília, DF: Líber Livro, 2005.

GIROUX, A.; MCLAREN, P. Formação do professor como um contra-esfera pública: a pedagogia radical como uma forma de política cultural. In: SILVA, T.; MOREIRA, A. (Orgs.). Currículo, cultura e sociedade. 3. ed. São Paulo: Cortez, 1999. p. 125-153.

IMBERNÓN, F. Formação docente profissional: formar-se para mudança e incerteza. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2005.

KALUNGO, M. Poemas falciformes [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por em 8 fev. 2017.

KIKUCHI, B. A. Assistência de enfermagem na doença falciforme nos serviços de atenção básica. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, São José do Rio Preto, v. 29, n. 3, p. 331-338, 2007.

KRIEGER, N. Embodying inequality: a review of concepts, measures, and methods for studying health consequences of discrimination. International Journal of Health Services, v. 9, n. 2, p. 295-352, 1999.

LEIRO, A. Formação docente e educação básica: currículo e arranjo de pesquisas. In: LEIRO, A; SOUZA, E. (Org.). Formação docente e educação básica. Políticas e práticas de formação. Salvador: Edufba, 2012. p. 23-38.

LOBO, C. Doença Falciforme – um grave problema de saúde pública mundial. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, v. 32, n. 4, p. 280-281, 2010.

MARTINS, G. Estudo de caso: uma estratégia de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2006.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Gabinete do Ministro. Portaria GM/MS n.º 822, de 6 de junho de 2001. Instituição do Programa Nacional de Triagem Neonatal, no âmbito do Sistema Único de Saúde, para fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística e hemoglobinopatias. Brasília, DF, 2001. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2001/prt0822_06_06_2001.html>. Acesso em: 10 maio 2016.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Capes. Competências. Brasília, DF, 2012. Disponível em: <http://www.capes.gov.br/acessoainformacao/80-conteudo-estatico/acesso-a-informacao/5418-competencias>. Acesso em: 14 abr. 2018.

NAOUM, P. C. Interferentes eritrocitários e ambientais na anemia falciforme. Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, v. 22, n. 1, p. 5-22, 2000.

NEVES, I. Classes hospitalares e dispositivos móveis digitais: possíveis (res)significações de práticas educacionais. 2016. Tese (Doutorado em Educação e Contemporaneidade) – Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade da Universidade do Estado da Bahia (PPGEduC/UNEB), Salvador, 2016.

NÓVOA, A. Profissão professor. Portugal: Porto Editora, 1991.

ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO (OCDE). Education at a glance interim report: update of employment and educational attainment indicators. 2015. Disponível em: <https://www.oecd.org/edu/EAG-Interim-report.pdf>. Acesso em: 6 jan. 2016.

PITALUGA, W. V. C. Avaliação da qualidade de vida de portadores de anemia falciforme. 2006. 180 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu, Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2006.

REIS, D. Professores de Jovens com doenças falciformes: contornos, nuances e imagens de viagem. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Programa de Pós-graduação em Educação e Contemporaneidade. Universidade do Estado da Bahia, Salvador, 2017. Disponível em:<http://www.saberaberto.uneb.br/bitstream/20.500.11896/571/1/PROFESSORES%20DE%20JOVENS%20COM%20DOENCAS%20FALCIFORMES.pdf>. Acesso em: 03 de abril de 2018.

SANTOS, T. Trabalho docente noturno e saúde mental: estudo de caso em uma escola de nível médio em Salvador. 2004. 121 f. Dissertação (Mestrado em Educação e Contemporaneidade) – Programa de Pós-graduação em Educação e Contemporaneidade da Universidade do Estado da Bahia (PPGEduC/UNEB), Salvador, 2004.

SARMENTO, M. J. O estudo de caso etnográfico em educação. In: ZAGO, N.; CARVALHO, M. P.; VILELA, R. A. T. (Org.). Itinerários de pesquisa: pesquisas qualitativas em sociologia da educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. p. 137-149.

SENNETT, R. A corrosão do caráter: as consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 1999.

SOUSA, E. O processo educacional e as crianças e adolescentes portadores de anemia falciforme. 2005. 96 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2005.

SOUZA, D. Percepção de professores acerca da escolarização de alunos com anemia falciforme em Salvador-Bahia. 185 f. 2013. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2013.

ZABALZA, M. Qualidade em educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 1998.

Publicado

2018-04-27

Como Citar

REIS, D. S.; LEIRO, A. C. R. TECITURAS ENTRE EDUCAÇÃO E SAÚDE: PROCESSOS DE ESCOLARIZAÇÃO DA JUVENTUDE SOTEROPOLITANA COM DOENÇAS FALCIFORMES. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, [S. l.], v. 27, n. 51, p. 195–212, 2018. DOI: 10.21879/faeeba2358-0194.2018.v27.n51.p195-212. Disponível em: https://revistas.uneb.br/index.php/faeeba/article/view/4975. Acesso em: 15 abr. 2024.