Práticas Investigativas em Educação Matemática na Formação de Professores Indígenas

Palavras-chave: Educação Matemática; Ensino de Matemática; Professor Indígena; Formação Inicial.

Resumo

Este artigo aborda as práticas formativas concernentes a futuros professores que cursam as disciplinas de Estágio Supervisionado do Curso de Licenciatura em Formação de Professores Indígenas, da Universidade Federal do Amazonas. Assim, tomamos como indagação: o que revelam os processos formativos de estudantes indígenas no Estágio Supervisionado? Objetiva-se conhecer as repercussões dos estudantes indígenas em processo formativo a partir das Práticas Investigativas em Educação Matemática, mobilizadas na disciplina de Estágio Supervisionado. O estudo possui abordagem qualitativa e foi pautado na Pesquisa Participante; as informações foram analisadas a partir das narrativas de formação dos participantes da pesquisa, os “indígenas-professores-estudantes-pesquisadores”. Os resultados sinalizam o desejo dos estudantes, ao regressarem para suas escolas, de desenvolver suas atividades pautadas nas relações entre as “Matemáticas do Cotidiano Indígena” e as “Matemáticas do Cotidiano Escolar Indígena”.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALARCÃO, I. Professor-investigador: que sentido? que formação? In: Cadernos de Formação de Professores. Aveiro, p. 01-14. 2011 Disponível em: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/jponte/sd/textos/alarcao01.pdf.
ALMEIDA, M. da C. de. Complexidade, saberes científicos, saberes da tradição. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2010.
AUTOR. Formação inicial dos professores indígenas mura e suas pesquisas na área de Ciências Exatas e Biológicas. In: AUTORA; AUTOR (Orgs.). Diversidade sociocultural indígena: novos olhares para a pesquisa, o ensino e a formação de professores que ensinam matemáticas. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2018, p. 131-148.
AUTOR. TESE. 2017. 188 p. (Doutorado em Educação em Ciências e Matemáticas) – Universidade Federal do Pará.
AUTOR; AUTORA. Ensino e aprendizagem das matemáticas com indígenas do Alto Rio Negro/AM da Universidade Federal do Amazonas. In. Educação Matemática em Revista, Brasília, 2018, v. 23, n. 60, p. 157-168, out./dez. Disponível em: http://www.sbem.com.br/revista/index.php/emr/article/view/1347.
BANIWA, G. Indígenas no ensino superior: Novo desafio para as organizações indígenas e indigenistas do Brasil. Revista Amazônida. Manaus, v. 14, n. 02, p. 09-32, 2009.
BRANDÃO, C. R. A pesquisa participante e a participação da pesquisa: um olhar entre tempos e espaços a partir da américa latina. In: BRANDÃO, C. R.; STRECK, D. R. (Orgs.) Pesquisa participante: o saber da partilha. 2 ed. Aparecida/SP: Ideias et Letras. 2006. p. 21- 54.
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CP Nº 1. Brasília: Conselho Nacional de Educação, Diário Oficial da União. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=16870-res-cne-cp-001-07012015&Itemid=30192. Acesso em: 05 de out. de 2020.
BRASIL. Ministério da Educação. Parecer CNE/CP. nº 6. Brasília: Conselho Nacional de Educação, Diário Oficial da União. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=15619-pcp006-14&category_slug=maio-2014-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 05 de out. de 2020.
BRASIL. Secretaria de educação continuada, alfabetização e diversidade. Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas - RCNEI. 2. ed. Brasília: MEC/SECADI, 2005a. Disponível em: http:// http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me002078.pdf. Acesso em: 05 de mar. de 2019.
BRASIL. Edital de Convocação nº 5– Prolind. Brasília: MEC/Sesu/Secad, 2005b. Disponível em: https://ensinosuperiorindigena.files.wordpress.com/2012/01/edital-prolind-2005.pdf. Acesso em: 05 de out. de 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. Disponível em https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_Livro_EC91_2016.pdf?sequence=1. Acesso em: 10 de out. de 2020.
D’AMBROSIO, U. Etnomatemática e educação: alguns elementos de reflexão. In: KNIJNIK, G.; WANDERER, F.; OLIVEIRA, J. C. de (Orgs.). Etnomatemática: currículo e formação de professores. Santa Cruz do Sul: Edunisc, 2004. p. 39-52.
DAVID, M. M. M. S.; MOREIRA. P. C.; TOMAZ. V. S. Matemática escolar, matemática acadêmica e matemática do cotidiano: uma teia de relações sob investigação. Acta Scientiae. Canoas, v. 15, n. 1, p. 42-60, 2013. Disponível em: http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/acta/article/view/349.
FERREIRA, M. S. Quem narra diz.... In: Revista Educação em Questão, Natal, v. 27, n. 13, p. 51-76. 2006. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/educacaoemquestao/issue/view/309.
FIORENTINI, D.; OLIVEIRA, A. T. de C. O Lugar das Matemáticas na Licenciatura em Matemática: que matemáticas e que práticas formativas? Boletim de Educação Matemática – Bolema. Rio Claro/SP, v. 27, n. 470, p. 917-938. 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/bolema/v27n47/11.pdf.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra. 1996.
GONÇALVES, T. O. et al. Introdução à pesquisa no/do ensino de matemática. Belém: Ed. UFPA, 2008.
JOSSO, M-C. Experiências de vida e formação. Trad. : J. Claúdio, et al.. 2 ed. São Paulo: PauluS; Natal: Edufrn. 2010.
LÉVI-STRAUS, C. O pensamento selvagem. Trad. M. C. da C. e Sousa; A. de O. Aguiar, São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
AUTORA. TESE. 2016. 211 p. (Doutorado em Educação em Ciências e Matemáticas) – Universidade Federal do Pará.
AUTORA et al. Os desafios da formação inicial de estudantes indígenas brasileiros em tempos de pandemia. Revista Latinoamericana de Etnomatemática, v. 13, n. 1, p. 215-235, 2020. Disponível em https://www.revista.etnomatematica.org/index.php/RevLatEm/article/view/586. Dossiê especial, Desterritorializando la escuela como la conociamos: perspectivas socioculturales de la Educación Matemática en el contexto de la Pandemia.
AUTORA et al. O lugar das matemáticas na formação de professores indígenas da região do Alto Solimões/AM. In: Arquivos analíticos de políticas educativas (aape/epaa). Arizona State University, v. 28, n. 81, p. 1-30, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.14507/epaa.28.4773. Dossiê especial, Educação e Povos Indígenas - Identidades em Construção e Reconstrução.
NACARATO, A. M.; PAIVA, M. A. V. A formação do professor que ensina matemática: estudos e perspectivas a partir das investigações realizadas pelos pesquisadores. GT 7 da SBEM. In: NACARATO, A. M.; PAIVA, M. A. V. (Orgs.). A formação do professor que ensina matemática: perspectivas e pesquisas. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. p. 07-26.
PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2011. (Coleção Docência em Formação – Ensino Superior).
SILVA, R. H. Escolas em movimento: trajetórias de uma política indígena de educação. In: Revista Cadernos de Pesquisa. São Paulo, n. 111, 2000, p. 31-45. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-15742000000300002. Tema em destaque educação escolar Indígena no Brasil.
Publicado
2022-08-16
Métricas
  • Visualizações do Artigo 175
  • PDF downloads: 0
Como Citar
BACURY, G. R.; MELO, E.; CASTRO, R. Práticas Investigativas em Educação Matemática na Formação de Professores Indígenas. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, v. 31, n. 67, p. 20-36, 16 ago. 2022.