Memórias de uma militante amazônida

Palavras-chave: Histórias de vida, Formação, Militância

Resumo

O Texto pretende responder os seguintes questionamentos: Como me tornei professora? Como me tornei militante em defesa da escola pública? Como me tornei mulher que lutou e luta para manter-se autônoma, livre sem perder a feminilidade e a capacidade de me emocionar com o aprendizado constante que a vida me deu? Como me tornei esta mulher que luta por uma sociedade mais igualitária? Qual é o lugar em que me encontro? Que caminhos trilhei para chegar até aqui? Por que fiz determinadas escolhas? Narro a trajetória mostrando como me constituiu professora, mulher e militante, evidenciando que é um momento reflexivo, embasado na práxis que desenvolvi no processo de ensinar. Ao estabelecer as conexões nesta trajetória evidenciei os caminhos que trilhei e o porquê de determinadas escolhas. Mostrei as contradições, as relações entre as partes, a ligação com o todo e as mediações feitas no processo de ser professora/educadora. Como sempre registrei os momentos marcantes da minha existência, a análise foi efetivada a partir destes documentos. O que era conveniência passou a ser escolha, eu queria ser professora, militante política e uma mulher engajada na luta por liberdade, tanto pessoal como coletiva.

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Biografia do Autor

Arminda Rachel Botelho Mourão, Universidade Federal do Amazonas

Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Professora titular da UFAM. Líder do Grupo de Pesquisa Gênero, Trabalho e Educação.

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Publicado
2021-09-07
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Como Citar
MOURÃO, A. R. B. Memórias de uma militante amazônida. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)biográfica, v. 6, n. 18, p. 807-819, 7 set. 2021.