JEAN-LUC GODARD E A EDUCAÇÃO: o exemplo de La Chinoise (A Chinesa, 1967)

Palavras-chave: Educação, La Chinoise, Gêneros do Discurso, Gêneros de Atividade, Jean-Luc Godard

Resumo

Decorridos cerca de cinco décadas após o seu lançamento em 1967, a película La Chinoise (A Chinesa), de Jean-Luc Godard, não cessou de produzir efeito junto aos espectadores e admiradores da obra do cineasta francês. Nesse sentido, a película La Chinoise, compreende determinados elementos em seu interior que sinalizam para o fato de que a educação, entendida como um processo de formação dos indivíduos, parece ser manejada, tendo por objetivo impelir, insuflar os integrantes da célula de estudos Aden Arábia à ação revolucionária. Nesse tocante, o manuseio de textos canônicos do marxismo (de Mao Zedong, dentre outros), proclamados em voz alta, indicaria determinados procedimentos de ensino-aprendizagem, que, conjugados a determinados métodos e instrumentos, tais como o uso da lousa, cartazes, esquetes, traduzem formas de ensino que contribuiriam para que os militantes propiciem a revolução. Desta forma, conceitos como gêneros do discurso provenientes de Mikhail Bakhtin e gêneros de atividade, tematizado por Daniel Faïta, tornam-se fundamentais para entender La Chinoise e sua relação com a educação.

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Biografia do Autor

Jailson Dias Carvalho, Universidade Federal de Uberlândia

Doutor em História (Universidade Federal de Uberlândia, 2017). Professor de História da rede estadual de Ensino de Uberlândia. Pesquisa sobre cinema e história, atuando, principalmente, em historiografia clássica do cinema brasileiro; história, cinema e modernidade. E-mail: carvalho_jailson@yahoo.com.br

Publicado
2020-06-28
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Como Citar
Carvalho, J. D. (2020). JEAN-LUC GODARD E A EDUCAÇÃO: o exemplo de La Chinoise (A Chinesa, 1967). Plurais Revista Multidisciplinar, 4(2), 146-168. https://doi.org/10.29378/plurais.2447-9373.2019.v4.n2.146-168
Seção
Estudos/Ensaios