Avaliação da Aprendizagem no Ensino a Distância Online

perspectivas teórico-metodológicas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2023.v32.n69.p261-276

Palavras-chave:

Educação a distância., Avaliação da aprendizagem., Tecnologias digitais.

Resumo

A modernidade líquida, agravada pelos cruéis impactos da pandemia Covid-19, impôs enormes desafios à práxis educativa em todos os níveis de ensino, pois os professores foram arremessados para os ambientes virtuais de aprendizagem que requerem estratégias pedagógicas coerentes com o ciberespaço. No contexto do ensino a distância, a utilização reflexiva das interfaces e tecnologias digitais potencializam o processo da mediação pedagógica, resultando em novas maneiras de ensinar e aprender. Neste sentido, amiúde são realizados questionamentos relativos ao processo de avaliação da aprendizagem nos ambientes virtuais, tendo em vista que a mera transposição das estratégias utilizadas na modalidade presencial não apresenta resultados satisfatórios no ensino a distância. Neste estudo, temos como objetivo discutir os principais pressupostos teóricos relacionados com a avaliação da aprendizagem no contexto do ensino a distância, relacionando-os com a proposta metodológica de avaliação da aprendizagem recomendada pelo Modelo Pedagógico Virtual da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Constitui-se em uma pesquisa exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa, operacionalizada por meio de um estudo de caso realizado na UFRB.  Concluímos que a avaliação da aprendizagem no ensino a distância, realizada com o suporte das tecnologias digitais, pressupõe elevado nível de retroalimentação, visando o engajamento dos estudantes em seu processo de autoaprendizagem e reavaliação da práxis educativa docente. Ademais, requer a utilização de variado leque de instrumentos avaliativos, a fim de possibilitar a coleta de informações sobre o nível de aprendizagem alcançado pelo aluno e, sobretudo, do desenvolvimento das competências preconizadas pelo curso, ou componente curricular, bem como aquelas demandadas tanto pelo mundo do trabalho como pela sociedade hiperconectada em que estamos inseridos. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ariston de Lima Cardoso, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Doutor em Geociências (IGEO/UFBA), com pós-doutorado pela Universidade Aberta (Portugal). Mestre em Física, Bacharel e Licenciado pela Universidade Federal da Bahia. Professor Adjunto na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Tem experiência em gestão acadêmica e administrativa de cursos de graduação, tecnológico e pós-graduação, superintendência e coordenação de programas nacionais e institucionais. Em pesquisa atua na área interdisciplinar das tecnologias educacionais e robóticas, além de projetos em desenvolvimento na área das geotecnologias aplicadas a área ambiental e agricultura através de veículos aéreos não tripulados, sendo líder do grupo CNPq do grupo de Tecnologias Educacionais, Robótica e Física (G-TERF). Extensão na área de museus científicos, feiras de ciência e programas de formação social através da educação digital. Em ensino, atua como professor multidisciplinar da física, geotecnologias, matemática e educação digital.

Adilson Gomes dos Santos, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Doutorando em Ciências da Educação pela Universidade do Minho (UMinho), Mestre em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Licenciado em Ciências com Habilitação em Biologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Atualmente, é professor e pesquisador do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). É o atual superintendente da Superintendência de Educação Aberta e a Distância (SEAD) e coordenador da Universidade Aberta do Brasil na UFRB. Tem experiência na área de Educação, com interesse nos seguintes temas: Educação a Distância (EaD), Tecnologia Educativa (TE) e Formação de Professores, atua na docência como professor multidisciplinar da educação digital, saberes e praticas pedagógicas e suas tecnologias. Na pesquisa, é membro dos grupos CNPq: Educação, Avaliação e Tecnologias (GEAT) e Tecnologias Educacionais, Robótica e Física (G-TERF) da UFRB.

Referências

BARDIN, L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.

BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

BIANCHI, P. C. F.; ARAÚJO, C. L. S. Avaliação da aprendizagem na educação a distância. In: MILL, D. (Org.). Dicionário Crítico de Educação e Tecnologias e de
Educação a Distância. Campinas/SP: Papirus, 2018.

BLOOM, B. S.; HASTINGS, J. T.; MADAUS, G. F. Manual de avaliação formativa e somativa do aprendizado escolar. São Paulo: Pioneira, 1983.

BRASIL. Portaria n. 1.428, de 28 dez. 2018. Dispõe sobre a oferta, por Instituições de Educação Superior (IES), de disciplinas na modalidade a distância em cursos de graduação presencial. Diário Oficial da União, 31 dez. 2018, edição 250, seção 1, p. 59. Disponível em https://bit.ly/2XUzRVL Acesso em 20 abr.2021.

CARDOSO, A. L.; SANTOS, A. G.; SANTO, E. E.; MOREIRA, J. A. Modelo pedagógico virtual UFRB: por uma educação aberta e digital. Cruz das Almas: UFRB, 2018. Disponível em: https://www2.ufrb.edu.br/ead/images/Modelo_Pedagogico.pdf Acesso em 10 mar. 2021.

CASARIN, H. C. S.; CASARIN, S. J. Pesquisa científica: da teoria à prática. Curitiba: Intersaberes, 2012.

CONRAD, D.; OPENO, J. Estratégias de avaliação para a aprendizagem online. São Paulo: Artesanato Educacional, 2019. Disponível em: http://www.abed.org.br/arquivos/Estrategias_de_avaliacao_para_aprendizagem_online_Athabasca.pdf Acesso em 10 mar. 2021.

CORREA, D. M. et al. Cartilha do docente para atividades não presenciais. Florianópolis: SEAD/UFSC, 2020. Disponível em: https://sead.paginas.ufsc.br/files/2020/04/Cartilha-do-Docente-APNP-UFSC.pdf Acesso em 15 mar. 2021.

DIAS-TRINDADE, S.; SANTO, E. E. Competências digitais de docentes universitários em tempos de pandemia: análise da autoavaliação DigCompEdu. Práxis Digital, Vitória da Conquista, v. 17, n. 45, p.1-17, abril/junho, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.22481/praxisedu.v17i45.8336 Acesso em 20 abr. 2021.

FERNANDES, D. Avaliar para aprender: fundamentos, práticas e políticas. São Paulo: UNESP, 2009.

GARCIA, R. P. M. Avaliação da aprendizagem na perspectiva comunicacional. Cruz das Almas/BA: UFRB, 2013. Disponível em: http://www.repositorio.ufrb.edu.br/bitstream/123456789/797/1/a%20avaliacao%20da%20aprendizagem%20na%20educacao%20a%20distancia%20na%20perspectiva%20comunicacional.pdf Acesso em 05 mar. 2021.

GIL, C. A. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

GOMES, M. J. Problemáticas da avaliação em educação online. Actas da Conferência Internacional de TIC na Educação: Challenges, Braga, Universidade do Minho, p. 1675-1693, 2009. Disponível em http://hdl.handle.net/1822/9420
Acesso em 19 abr. 2021.

HAYDT, R. C. C. Curso de didática geral. São Paulo: Ática, 2011.

HOFFMANN, J. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. 5. ed. Porto Alegre: Educação & Realidade, 1993.

LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem: componente do ato educativo. São Paulo: Cortez, 2011.

MELO, R. S. Conceitos e fundamentos de avaliação. Natal: SEDIS/UFRN, 2020.

MILL, D.; VELOSO, B. Polidocência na educação a distância. In: MILL, D. (Org.). Dicionário Crítico de Educação e Tecnologias e de Educação a Distância. Campinas/SP: Papirus, 2018.

MONTEIRO, A.; MOREIRA, J. A.; LENCASTRE, J. A. Blended (e)learning na sociedade digital. Santo Tirso: Whitebooks, 2015.

MOORE, M. G. Teoria da distância transacional. Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância, São Paulo, agosto, p. 1-15, 2002. Disponível em http://www.abed.org.br/revistacientifica/revista_pdf_doc/2002_teoria_distancia_transacional_michael_moore.pdf Acesso em 02 mar. 2021.

MORAES, S. B. A. Notas Sobre a Avaliação da Aprendizagem em Educação a Distancia. EAD em Foco, Rio de Janeiro, v. 4, n. 2, p. 12-30, 2014. Disponível em http://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/229/221 Acesso em 25 abr. 2021.

ONU. Organização das Nações Unidas. Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. 2015. Plataforma Agenda 2030. Disponível em http://www.agenda2030.org.br/ Acesso em 15 abr. 2021.

PESCE, L. Avaliação da aprendizagem nos programas online de formação continuada de educadores. Estudos em Avaliação Educacional, v. 23, n. 51, p. 190-212, 2012. Disponível em http://dx.doi.org/10.18222/eae235120121956
Acesso em 20 abr. 2021.

SALES, G. L. Learning Vectors: avaliação formativa em EaD Online. Recife: Imprima, 2017.

SALMON, G. E-tividies the key to teaching and learning online. Londres: Routledge, 2003.

SANTO, E. E.; DIAS-TRINDADE, S. Educação a distância e educação remota emergencial: convergências e divergências. In: MACHADO, D. P. Educação em tempos de Covid-19: reflexões e narrativas de pais e professores. Curitiba: Dialética e Realidade, 2020. Disponível em: https://2b0ee3ca-fda1-4c02-aa8d-d6226f4481c2.filesusr.com/ugd/206e81_0a66ffe51a3a49eea20692bb92d96b64.pdf Acesso em 20 mar. 2021.

SANTO, E. E.; LUZ, L. C. S. Avaliação das aprendizagens no nível superior: avaliar para quê? Dialogia, São Paulo, n. 16, p. 141-154, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.5585/dialogia.N16.3882 Acesso em 15 abr. 2021.

SERRES, M. Polegarzinha. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2015.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 2006.

VALENTE, J. A. A espiral da espiral de aprendizagem: o processo de compreensão do papel das tecnologias de Informação e Comunicação na educação. 2005. Tese (Livre Docência). Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes, Campinas-SP, 2005. Disponível em https://bit.ly/2YenUdN Acesso em 02 abr. 2021.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

Arquivos adicionais

Publicado

2023-01-29

Como Citar

ESPIRITO SANTO, E.; CARDOSO, A. de L. .; SANTOS, A. G. dos . Avaliação da Aprendizagem no Ensino a Distância Online: perspectivas teórico-metodológicas. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, [S. l.], v. 32, n. 69, p. 261–276, 2023. DOI: 10.21879/faeeba2358-0194.2023.v32.n69.p261-276. Disponível em: https://revistas.uneb.br/index.php/faeeba/article/view/11761. Acesso em: 13 abr. 2024.