VIVER, NARRAR, GUARDAR E FORMAR: UMA HISTÓRIA DAS RELAÇÕES COM A ESCRITA (AUTO) BIOGRÁFICA

  • Lúcia Gracia Ferreira Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Palavras-chave: escrita, autoformação, relação.

Resumo

Este estudo objetiva mostrar as potencialidades da escritas biográfica e suas contribuições para reflexão e formação.  Trata-se um relato sobre a experiência de escrever e analisar essas escritas, tomando, primeiramente, minha própria vida para análise. Como pesquisadora da área de autobiografia, venho, não só analisando as histórias de vida de professores, mas, também, escrevendo e analisando minha própria história. Nessa perspectiva, este trabalho mostra muito de minha vida que está guardada nos diários que escrevi ao longo da vida. Retrata a minha experiência com a análise da escrita auto(biográfica) iniciada no âmbito da minha formação continuada (mestrado), as aprendizagens construídas, a evolução e o prosseguimento, através das narrativas Dessa forma, revela as relações estabelecidas com essas escritas e as histórias construídas a partir delas. Salientamos a importância da escrita (auto)biográfica e seu potencial de formação e autoformação.

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Biografia do Autor

Lúcia Gracia Ferreira, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Pós-doutorado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Itapetinga (UESB). Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia; Grupo de Pesquisa e Estudos Pedagógicos/UESB e Docência, Currículo e Formação/UFRB.

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Publicado
2020-06-01
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