MEMÓRIAS SUBTERRÂNEAS EM CRÔNICAS DE ENEIDA

Evelim Mendes dos Santos, Josebel Akel Fares

Resumo


Este artigo é parte de um programa de pesquisa que estuda e desenha Cartografias Poéticas da Amazônia, desenvolvido no Núcleo de Pesquisa Culturas e Memórias Amazônicas. A composição deste traço do mapa compreende o estudo das memórias subterrâneas presente em crônicas da escritora paraense Eneida de Moraes. De cunho bibliográfico e qualitativo, a pesquisa discorre acerca das principais concepções de memória, dentre elas a memória subterrânea, referente aos excluídos e marginalizados socialmente. As memórias trazidas nas crônicas denunciam os abusos da política brasileira dos anos 30 do século XX, as injustiças sociais ocorridas no período da ditadura militar e as prisões vividas pela escritora e seus companheiros. Desta forma, o estudo das poéticas nos permite compreender a memória coletiva da sociedade no período do Estado Novo, ter consciência dos acontecimentos que norteiam o tempo presente, e, assim, projetar perspectivas para o futuro. Compreende-se, então, o papel social da literatura, o que passou despercebido pela memória oficial, vem à tona no texto memorialístico, que fala de assuntos relacionados aos traumas, torturas e prisões enfrentados pelos opositores ao governo de Getúlio Vargas. O presente texto recorta do trabalho maior a apresentação de crônicas dos livros Aruanda e Banho de Cheiro e divide-se em duas partes: a primeira apresenta traços biográficos da vida da escritora, essenciais para a compreensão da obra, e a segunda conta sobre as memórias referidas em crônicas da escritora.


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