Chamada 2022.1

Temática: (in)scrições periféricas: as vozes e os corpos rasurando o cânone literário brasileiro.

 

Chamada para contribuições Volume 10, nº. 1 (2022.1) - (in)scrições periféricas: as vozes e os corpos rasurando o cânone literário brasileiro.

 

Objetivos: Acolher trabalhos inéditos que se voltem para as representações/figurações do periféricas na literatura brasileira contemporânea em suas múltiplas liguagens, a partir de construtos teóricos diversos, como a crítica literária, os estudos culturais, os estudos feministas, de raça, gênero e sexualidades dentre outros.

Na virada do século XX para o XXI o campo literário brasileiro ganhou um novo campo de pesquisa: a periferia. Um novo cenário se forma em função de novos movimentos socioculturais da juventude periférica. Esses movimentos socioculturais se dão com a ruptura do campo literário na contemporaneidade, dois momentos marcam esse cenário: o primeiro é o lançamento do romance Capão Pecado (2000) do escritor Ferréz, o segundo momento, com mais penetração nos espaços periféricos, foi o surgimento do Sarau da Cooperifa (2000) que se alastrou por toda periferia paulistana e ganhou o país. Sérgio Vaz em Manifesto da Antropofagia Periférica (2007), diz que “a periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor. Dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune”. A periferia se torna o palco de encontros culturais e literários, um espaço que só surgia nos noticiários pela ótica da violência, agora também aparece nas páginas culturais, mesmo à revelia de uma sociedade cada vez mais preconceituosa, que tem uma visão colonial, racista, machista, sexista, homofóbica, sorofobica e estereotipada sobre pessoas e espaços que estão à margem. Considerando a importância das culturas periféricas no cenário literário e cultural contemporâneo, a Revista Grau Zero propõe o dossiê: (in)scrições periféricas: as vozes e os corpos rasurando o cânone literário brasileiro. Trata-se de um dossiê que receberá artigos, ensaios, resenhas que versem sobre literatura e periferia em suas diversas linguagens formas. A periferia que entendemos aqui não é apenas pela noção geográfica de espaço, lugar afastado do centro, mas, sobretudo uma periferia cultural, que está afastada dos grandes centros culturais. Por isso, discussões que giram em torno das Literaturas Indígenas; Literatura negro-brasileira; Literatura LGBTQIAPN+; Literatura da Aids dentre tantas outras vertentes que rasuram o cânone literário nacional são aceitas nessa edição.

Data limite: 30/03/2022

Organizadores: 

Paulo Sérgio Paz - Doutorando em Crítica Cultural (PPGCC/UNEB)

Mércia de Lima Amorim - Doutoranda em Literatura, Cultura e Contemporaneidade (PPGLCC/PUC-RIO)

Maurício Silva da Anunciação - Doutorando em Crítica Cultural (PPGCC/UNEB)

Obs: Os textos devem ser submetidos pelo próprio site, para fazer a submissão, é necessário ser cadastrado, caso não seja, clique no link acima (cadastro) e preencha os dados do formulário, lembrando que deve ser escolhida a opção autor.

 
   
 
   
 

Chamada 2022.2

Temática: Criação literária, ensino e subjetividade no cotidiano da escola.

 

Chamada para contribuições Volume 10, nº. 2 (2022.2) - Criação literária, ensino e subjetividade no cotidiano da escola.

 

Partindo do princípio da literatura como direito inalienável, conforme Cândido (2011), e inconformados com a situação da ausência que tanto produz e perpetua diversas formas de silenciamentos dos textos literários no cotidiano das práticas escolares quanto da carência de abordagens e práticas leitoras pautadas em perspectivas de formação e emancipação de leitores / autores, por vezes, perdidas em métodos e aplicação de teorias (Cosson, 2011), a Revista Grau Zero propõe o dossiê: Criação literária, ensino e subjetividade no cotidiano da escola. Tomamos a noção do leitor cultural, subjetivo em um construto de produções permeadas de marcas de identidades por meio das quais práticas leitoras promovem a criação literária como uma manifestação cultural. E suas múltiplas dimensões, inscrevemos o ato de criação como uma necessidade, como provoca Deleuze (1999), por gestos que mobilizem “os pormenores mais negligenciáveis”, assinalados por Ginzburg (1989), e como contempla Santos (2020), tornam práticas criadoras como um traço inerente à condição humana, de poder e de liberdade, a exemplo da potência do devir-literatura de Barthes (2011). Com efeito, atos de criação impregnados de identidade, de subjetividade e da cultura em diálogo com ensino de literatura em diversos contextos da Educação Básica, tanto formal quanto não formal, configuram-se como o ponto de convergência que busca acolher artigos, ensaios e resenhas resultados de pesquisas dedicadas a formação do leitor literário e seus diversos modos de criação autoral, considerando práticas literárias, seja no presencial ou no modelo remoto de ensino, das experiências referenciais imputadas nos valores do sujeitos aplicadas a tessitura textual. 

Data limite: 31/04/2022

Organizadores: 

Eider Ferreira - Doutorando em Crítica Cultural (PPGCC/UNEB)

Nazarete Andrade Mariano - Doutoranda em Crítica Cultural (PPGCC/UNEB)

Wellington Neves Vieira - Doutorando em Crítica Cultural (PPGCC/UNEB)

 

Obs: Os textos devem ser submetidos pelo próprio site, para fazer a submissão, é necessário ser cadastrado, caso não seja, clique no link acima (cadastro) e preencha os dados do formulário, lembrando que deve ser escolhida a opção autor

 
 

Edição Atual

v. 9 n. 1 (2021): Educação bilíngue língua portuguesa/Libras: letramento, identidade, redes sociais
Publicado: 2021-11-16

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Apresentação

  • Gabriel Vidinha Corrêa, Crizeide Miranda Freire, Dilcinéa dos Santos Reis
    11-19
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