Os movimentos sociais na construção das políticas de formação de educadores/as do campo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21879/faeeba2358-0194.2021.v30.n61.p68-84

Palavras-chave:

Educação do Campo. Movimentos Sociais. Políticas educacionais. Formação de educadores/as.

Resumo

Este ensaio objetiva refletir sobre potenciais contribuições dos Movimentos Sociais camponeses na construção de política de formação de educadores/as
do campo. Com fundamentação nos pressupostos do materialismo histórico dialético, que permite compreender e desvelar as transformações e contradições
da realidade concreta, socializa os resultados de um estudo que envolveu a pesquisa bibliográfica, a partir de um conjunto de referenciais que orientam
as discussões e conclusões expressas no texto, tendo como base Caldart (2009a, 2012, 2020), Molina (2003, 2012, 2015, 2020) e Arroyo (2007, 2012),
entre outros. Por fim, é possível observar que a Educação do Campo, atrelada às contribuições dos Movimentos Sociais camponeses na construção e nos
rumos das políticas de formação de educadores/as do campo, reforça a luta emancipatória por políticas públicas que garantam aos camponeses o direito à
vida e a educação escolar com dignidade nos seus territórios.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Heloisa da Silva Borges, Universidade Federal Amazonas

Doutora em Educação pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Professora do Departamento de Administração e Planejamento e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação, da Universidade Federal Amazonas (UFAM). Manaus, Amazonas, Brasil. Coordenadora Institucional do Parfor-UFAM.

Érica de Souza e Souza, Universidade Federal do Amazonas

Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Manaus, Amazonas, Brasil

Referências

ANTUNES-ROCHA, Maria Isabel. Formação deeducadores e educadoras da Reforma Agrária no contexto do PRONERA: uma leitura a partirdas práticas. In: SANTOS, Clarice Aparecida dos; MOLINA, Mônica Castagna; JESUS, Sonia Meire Santos Azevedo de (org.). Memória e história do Pronera: contribuições para a educação do campo no Brasil. Brasília, DF: Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2010. p. 121-137.
ANTUNES-ROCHA, Maria Isabel; MARTINS, Maria de Fática Almeida. Tempo escola e tempo comunidade: territórios educativos na Educação do Campo. In:
ANTUNES-ROCHA, Maria Isabel; MARTINS, Maria de Fática Almeida; MARTINS, Aracy Alves (org.). Territórios educativos na Educação do Campo: escola, comunidade e movimentos sociais. 2. ed. Belo Horizonte: Gutemberg, 2012. p. 21-36.
ARROYO, Miguel Gonzáles. Educação do Campo e os sujeitos coletivos de direitos. 13 ago. 2020. 1 vídeo (1h30min). Publicado pelo Canal TV
FONEC. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=FqDAaEyBEbs&t=2632s. Acesso em: 07 set. 2020.
ARROYO, Miguel Gonzáles. Formação de educadores do campo. In: CALDART, Roseli Saleti et al (org.). Dicionário da Educação do Campo. São Paulo: Expressão Popular, 2012, p. 259-267.
ARROYO, Miguel Gonzáles. Políticas de formação de educadores (as) do Campo. Caderno CEDES, v. 27, n. 72, p. 157-176, maio/ago. 2007.
ARROYO, Miguel Gonzáles; CALDART, Roseli Salete; MOLINA, Monica Castagna (org.). Por uma educação do campo. 5. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.
BOGO, Ademar. Hino do MST. 1987. Disponível em: https://mst.org.br/nossos-simbolos/#hino. Acesso em: 20 jan. 2021.
BORGES, Heloisa da Silva. Educação do Campo como processo de luta por uma sociedade justa. In: GHEDIN, Evandro; BORGES, Heloisa da Silva (org.). Educação do Campo: a epistemologia de um horizonte de formação. Manaus: UEA, 2007. p. 63-109.
BORGES, Heloisa da Silva. Formação continua de professores(as) da Educação do Campo no Amazonas. 2015. 203 f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus, 2015.
BORGES, Heloisa da Silva; VILHENA JUNIOR, Waldemar Moura. Movimentos Sociais e a relação com a educação. In: BORGES, Heloisa da Silva;
VILHENA JUNIOR, Waldemar Moura (org.). Movimentos Sociais do Campo: aspectos históricos,ideológicos e políticos. Manaus: UEA/Valer, 2013.
BRASIL. Ministério Extraordinário da Política Fundiária. Portaria nº 10, de 16 de abril de 1998. Cria o Programa Nacional de Educação na Reforma
Agrária – PRONERA, vinculado ao Gabinete do Ministro e aprova o seu Manual de Operações. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, n.77, 24 abr.1998.
BRASIL. Ministério da Educação. Grupo Permanente de Trabalho de Educação do Campo. Referências para uma Política Nacional de Educação do Campo – caderno de subsídios. Brasília, DF, 2003.
BRASIL. Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera): manual de operações. Brasília, DF, 2004. Disponível em: http://www.incra.gov.br/ portal/arquivos/projetos_programas/0127102302.pdf. Acesso em: 07 ago. 2020.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Decreto nº 7.352, de 04 de novembro de 2010. Dispõe sobre a política de educação do campo e o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária – PRONERA. Brasília, DF, 2010. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-010/2010/decreto/d7352.htm. Acesso em: 05 ago. 2020.
BRASIL. Secretaria de Ensino Superior (SESu). Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec). Secretaria de Educação Continuada Alfabetização Diversidade e Inclusão (Secadi). Edital nº 2, de 31 de agosto de 2012. Chamada Pública para seleção de Instituições Federais de Educação Superior – IFES e de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia – IFET, para criação de cursos de Licenciatura em Educação do Campo, na modalidade presencial. Brasília, DF, 2012.
BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Portaria nº 86, de 1º de fevereiro de 2013. Institui o Programa Nacional de Educação do Campo - PRONACAMPO, e define suas diretrizes gerais. Brasília, DF, 2013. Disponível em: http://www.lex.com.br/legis_24140877_PORTARIA_N_86_DE_1_DE_FEVEREIRO_DE_2013.aspx. Acesso em: 09 ago. 2020.
CALDART, Roseli Salete. A escola do campo em movimento. In: BENJAMIN, César; CALDART, Roseli Salete (org.). Projeto popular e escolas do campo. 2. ed. Brasília, DF: UnB, 2001a. p. 51-60. (Coleção Por Uma Educação Básica do Campo, v. 3).
CALDART, Roseli Salete. O MST e a formação dos Sem Terra: o movimento social como princípio educativo. Estudos Avançados, São Paulo, v. 15, n. 43, p. 207-224, set./dez. 2001b. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_artte xt&pid=S0103-40142001000300016. Acesso em: 10 ago. 2020.
CALDART, Roseli Salete. Por Uma Educação do Campo: identidade e políticas públicas. v. 4. Brasília, DF, 2002a.
CALDART, Roseli Salete. Por uma Educação do Campo: traços de uma identidade em construção. In: KOLLING, Edgar Jorge; CERIOLI, Paulo Ricardo;
CALDART, Roseli Salete (org.). Educação do Campo: identidade e políticas públicas. Brasília, DF: Articulação Nacional por uma Educação do Campo,
2002b. p. 25-36. (Coleção Por Uma Educação do Campo, nº 4).
CALDART, Roseli Salete. Elementos para construção do projeto político e pedagógico da Educação do Campo. In: MOLINA, Mônica Castagna; JESUS, Sonia
Meire Santos Azevedo de. Por uma Educação do Campo: contribuições para a construção de um projeto de Educação do Campo. Brasília, DF: Articulação Nacional por uma Educação do Campo, 2004. p. 10-31.
CALDART, Roseli Salete. Educação do Campo: notas para uma análise de percurso. Trabalho, Educação e Saúde, Rio de Janeiro, v. 7 n. 1, p. 35-64, mar./jun. 2009a.
CALDART, Roseli Salete. Pedagogia do Movimento Sem Terra. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009b.
CALDART, Roseli Salete. Educação do Campo. In: CALDART, Roseli Salete; PEREIRA, Isabel Brasil;
FRIGOTTO, Paulo Alentejano Gaudêncio (org.). Dicionário da Educação do Campo. Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio; São Paulo: Expressão Popular, 2012. p. 257-264.
CALDART, Roseli Salete. A função social das escolas do campo. 21 maio 2020. 1 vídeo (1h27min). Publicado pelo Canal TV FONEC. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=oOr53f4LvjU&t=4004s. Acesso em: 08 set. 2020.
FERNANDES, Bernardo Mançano. Questão agrária, pesquisa e MST. São Paulo: Cortez, 2001.
FERNANDES, Bernardo Mançano. Educação do Campo: identidade e políticas públicas. In: KOLLING, Edgar Jorge.; CERIOLI, Paulo Ricardo.; CALDART, Roseli Salete (org.). Educação doCampo: identidade e políticas públicas. Brasília, DF: Articulação Nacional Por uma Educação do Campo, 2002. p. 25-36. (Coleção Por Uma Educação do Campo, nº 4).
FERNANDES, Bernardo Mançano. Os campos da pesquisa em educação do campo: espaços e territórios como categorias essenciais. In: MOLINA, Monica Castagna (org.). Educação do Campo e pesquisa: questões para reflexão. Brasília, DF: Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2006. p. 27-31.
FERNANDES, Bernardo Mançano. Entrando nos territórios do Território. In: PAULINO, Elaine T.; FABRINI, João E. (org.). Campesinato e território em disputa. São Paulo: Expressão Popular, 2008. p. 273-302.
FERNANDES, Bernardo Mançano; CERIOLI, Paulo Ricardo; CALDART, Roseli Salete. Primeira Conferência Nacional “Por uma Educação Básica do Campo”. In: ARROYO, Miguel Gonzalez; CALDART, Roseli Salete; MOLINA, Mônica Castagna (org.). Por uma Educação no Campo. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 21-63.
GHEDIN, Evandro. A estrutura reflexiva e a educabilidade dos movimentos sociais como alternativa à ideologia hegemônica. In: BORGES, Heloisa da Silva; VILHENA JUNIOR, Waldemar Moura. Movimentos Sociais do campo: aspectos históricos, ideológicos e políticos. Manaus: UEA/Valer, 2013. p. 31-74.
HAGE, Salomão Mufarrej. Por uma escola do campo de qualidade social: transgredindo o paradigma (multi)seriado de ensino. Em Aberto, Brasília, DF, v. 24, n. 85, p. 97-113, abr. 2011.
HAGE, Salomão Mufarrej. Transgressão do paradigma da (multi)seriação como referência para a construção da escola pública do campo. Educação & Sociedade, Campinas, SP, v. 35, n. 129, p. 1165-1182, out./dez. 2014.
INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA (INCRA). Manual de operações do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária. Brasília, DF, 2011. Disponível em: http://www.incra.gov.br/portal/images/arquivos/manual_pronera_e_portaria_ publicados. pdf. Acesso em: 11 ago. 2020.
MARX, Karl; ENGELS, Frederich. A ideologia alemã (Feuerbach). São Paulo: Boitempo, 2014.
MOLINA, Mônica Castagna. Educação do campo e o enfrentamento das tendências das atuais políticaspúblicas. Educação e Perspectiva, v. 6, n. 2, p. 378-400, jul./dez. 2015.
MOLINA, Mônica Castagna. A contribuição do Pronera na construção de políticas públicas de educação do campo e desenvolvimento sustentável. 2003. 165 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável) – Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, 2003.
MOLINA, Mônica Castagna. Os desafios na formação de educadores. 28 maio 2020. 1 vídeo (1h19min). Publicado pelo Canal TV FONEC. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7XoutXTFAiQ&t=3s. Acesso em: 08 set. 2020.
MOLINA, Mônica Castagna; JESUS, Sonia Meire Santos Azevedo de. Contribuições do PRONERA à educação do campo no Brasil. Reflexões a partir da tríade: Campo – Política Pública – Educação. In: SANTOS, Clarice Aparecida dos; MOLINA, Mônica Castagna; JESUS, Sonia Meire Santos Azevedo de (org.). Memória e história do Pronera: contribuições para a educação do campo no Brasil. Brasília, DF: Ministério do Desenvolvimento Agrário, 2010. p. 29-63.
MOLINA, Mônica Castagna. Políticas públicas. In: CALDART, Roseli Salete et al (org.). Dicionário da Educação do Campo. Rio de Janeiro: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio; São Paulo: Expressão Popular, 2012. p. 587-596.NASCIMENTO, Francisco das Chagas Barbosa do; BICALHO, Ramofly. Breve contextualização
da educação rural no BRASIL e os contrastes com a educação do campo. Educação em Debate, Fortaleza, ano 41, n. 78, p. 62-75, jan./abr.2019. Disponível em: http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/44221/1/2019_art_fcbnascimentorbicalho.pdf. Acesso em: 20 jan.2020.
PISTRAK. Moisey. Fundamentos da escola do trabalho. São Paulo: Expressão Popular, 2005.
TAFFAREL, Celi Nelza Zülke. Atividade curricular em áreas de reforma agrária: a organização do trabalho pedagógico em mutirões e círculos. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 2010. Disponível em: http://www.rascunhodigital.faced.ufba.br. Acesso em: 03 set. 2010.
TAFFAREL, Celi Nelza Zülke; MOLINA, Mônica Castagna. Política educacional e educação do campo. In: CALDART, Roseli Salete et al (org.). Dicionário da Educação do Campo. Rio de Janeiro:Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio; São Paulo, Expressão Popular: 2012. p. 569-576.
TAVARES, Maria Tereza Goudard. Educação popular e movimentos sociais contemporâneos: algumas notas para reflexão. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 24, n.43, p. 49-61, jan./jun. 2015. Disponível em: http://www.revistas.uneb.br/index.php/faeeba/article/view/1306/883. Acesso em: 07 set. 2020.

Publicado

2021-10-19

Como Citar

BORGES, H. da S. .; SOUZA, Érica de S. e . Os movimentos sociais na construção das políticas de formação de educadores/as do campo. Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, [S. l.], v. 30, n. 61, p. 68–84, 2021. DOI: 10.21879/faeeba2358-0194.2021.v30.n61.p68-84. Disponível em: https://revistas.uneb.br/index.php/faeeba/article/view/13002. Acesso em: 20 abr. 2024.