Educação em Adorno

Auschwitz como lição e exigência de um novo imperativo moral

  • Cleidson de Jesus Rocha Universidade Federal do Acre
  • Maria Aldecy Rodrigues de Lima Universidade Federal do Acre

Resumo

O presente artigo propõe-se apresentar a questão da Educação e Emancipação em T. W. Adorno, discutindo, no bojo, sua teoria da semicultura, que se caracteriza pelo colapso da formação cultural que se faz observar por toda parte, mesmo no estrato das pessoas culturas, não se esgotando por causa da força impressa nos produtos da indústria cultural, aliada às mazelas da sociedade, às insuficiências do sistema e dos métodos da educação. Ao final pretendemos, tomando Auschwitz como lição, firmar a exigência de um novo imperativo moral capaz de bloquear tentativas de repetição de experiências como as do holocausto.

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Biografia do Autor

Cleidson de Jesus Rocha, Universidade Federal do Acre
Professor Adjunto na Universidade Federal do Acre. Doutor em Filosofia pela Universidade Gama Filho com pós-doutorado pelo Programa Pesquisador Colaborador na FFLCH/USP (2018-2019). Líder do Grupo de Estudo em Fundamentos Sócio-Históricos e Filosóficos em Educação (GESHFE/UFAC).Este artigo apresenta e discute a crítica de Theodor Adorno ao idealismo absoluto de Hegel, contida na introdução à Dialética Negativa, focando nos argumentos adornianos contra o amordaçamento da dialética na positividade. Adorno considera que é na subversão da natureza afirmativa da dialética que se pode chegar a uma determinação que não seja mera abstração, mas que alcance definitivamente o filosofar concreto. Dividido em duas partes, o artigo inicia discutindo o trânsito da dialética afirmativa à dialética negativa e depois de apontar os principais pontos de objeção ao idealismo hegeliano, alcança, na segunda parte, o principal fundamento da Dialética Negativa que é a aposta em uma lógica do não-idêntico. Finaliza destacando o aspecto prático da proposição adorniana, que consiste em uma filosofia que não cultive a dicotomia teoria x práxis, pois que a práxis é compreendida como o território, não apenas dos fazeres, mas também do pensamento, que institui realidade aos fatos sociais.  
Maria Aldecy Rodrigues de Lima, Universidade Federal do Acre

Professora Associada do Centro de Educação e Letras do Campus Floresta da Universidade Federal do Acre. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Leciona disciplinas na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens da UFAC. Lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas Educacionais – GEPED.

Publicado
2021-12-31
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Como Citar
ROCHA, C. DE J.; LIMA, M. A. R. DE. Educação em Adorno: Auschwitz como lição e exigência de um novo imperativo moral. Anãnsi: Revista de Filosofia, v. 2, n. 2, p. 49-60, 31 dez. 2021.