“É bom a gente aprendê mais, falá melhó”: crenças e atitudes linguísticas dos sambadores e sambadeiras de roda do grupo Samba Chula de São Braz

  • Daisy Cordeiro
  • Lúcia Maria de Jesus Parcero

Resumo

Este artigo é uma amostra dos achados de uma dissertação de mestrado em andamento intitulada Sambando na cara da sociedade: a resistência na atitude e nos usos linguísticos no contexto do Samba Chula de São Braz. As crenças e atitudes linguísticas dos falantes influenciam o modo como estes percebem uma língua ou variedade linguística. Com isso, este trabalho objetiva analisar a relação das atitudes linguísticas dos sambadores e das sambadeiras do grupo Samba Chula de São Braz com o ensino da norma padrão da Língua Portuguesa e com a percepção das variedades do português brasileiro. A metodologia empregada é descritiva e segue os pressupostos da Sociolinguística Interacional e da Etnografia da Comunicação (qualitativa e interpretativa). Para isso, foram realizadas entrevistas além de observação dos ensaios do grupo em São Braz, comunidade que fica a cerca de 7 quilômetros do centro de Santo Amaro e é uma das comunidades reconhecidas como quilombo na Bahia. O estudo deste tema é pertinente para identificar como uma atitude positiva sobre determinada variedade linguística caracteriza a afirmação da identidade étnico-racial das sambadeiras e dos sambadores de São Braz, ou seja, como o uso da língua pode marcar seu lugar de resistência na sociedade.

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Publicado
2019-05-09
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NÚMERO ESPECIAL