Rio, cidade-capital e a expansão do ensino secundário (1940-1960)

Palavras-chave: Distrito Federal, Expansão do ensino secundário, Capitalidade

Resumo

Este artigo apresenta um recorte analítico sobre a expansão do ensino secundário no Distrito Federal, entre os anos 1940 e 1950. A partir dos aspectos que caracterizaram a capitalidade do município do Rio de Janeiro neste período, as análises aqui propostas privilegiaram as relações centro-periferia. O estudo relacionou o processo de metropolização com a expansão do ensino secundário, com o objetivo de compreender como a nova organização do espaço desta cidade influenciou a distribuição das oportunidades educacionais aos seus moradores. A pesquisa de natureza qualitativa utilizou como metodologia a interpretação de dados estatísticos entrecruzados com informações sobre os bairros cariocas publicadas em periódicos de grande circulação. Foi possível concluir que a expansão do ensino secundário carioca obedeceu a mesma lógica do capital imobiliário, que atendeu aos moradores dos bairros com maior poder aquisitivo, e restringiu as oportunidades de escolarização secundária para os residentes dos distritos mais distantes e pobres da cidade, reforçando a desigualdade social.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Patrícia Coelho Costa, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio

Departamento de Educação

Área: Fundamentos da Educação - História da Educação

Jefferson Costa Soares, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro PUC-Rio
Departamento de Educação

Referências

A SITUAÇÃO do ensino secundário no Distrito Federal. A Noite, Rio de Janeiro, p. 4, 27 maio 1935.

ACABOU o Presidente com os excedentes do Colégio Pedro II. A Noite, Rio de Janeiro, p. 2, 27 mar. 1957.

ALEGRIA dos carpinteiros. Diário Carioca, Rio de Janeiro, p. 5, 30 mar. 1952.

AMADO, Genolino. Inocentes do Leblon. Rio de Janeiro: Livraria do Globo, 1946.

APARTAMENTOS. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, p. 18, 26 maio 1946.

BARRETO, L. Clara dos Anjos. São Paulo: Cia das Letras, 2012.

BRASIL. Câmara dos Deputados. Decreto nº 19.890, de 18 de abril de 1931. Dispõe sobre a organização do ensino secundário. In: BRASIL. Coleção das Leis de 1931. Atos do Governo Provisório: Decretos de janeiro a abril. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1942. v. 1. p. 470-482. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/legislacao/colecao-anual-de-leis/colecao5.html. Acesso em: 30 mar. 2020.

BRASIL. Decreto nº 21.241, de 04 de abril de 1932. Consolida as disposições sobre a organização do ensino secundário e dá outras providências. In: BRASIL. Coleção das Leis da República dos Estados Unidos do Brasil de 1932. Atos do Governo Provisório (janeiro a março). Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1932. v. 1. p. 11-32. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/legislacao/colecao-anual-de-leis/colecao5.html. Acesso em: 30 mar. 2020.

BRASIL. Decreto-lei n° 4.244, de 9 de abril de 1942. Lei orgânica do ensino secundário. In: BRASIL. Coleção das Leis de 1942: Atos do Poder Executivo (Decretos-Leis de Janeiro a Março). Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1942b. p. 20-37. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/legislacao/colecao-anual-de-leis/colecao6.html. Acesso em: 31 mar. 2020.

BOURDIEU, P. Efeitos de lugar. In: BOURDIEU, P. (coord). A miséria do mundo. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.

BUENO FILHO, Luiz. Novos problemas em Osvaldo Cruz. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, p. 1, 16 mar. 1952.

CANDIDATOS em profusão. Rio de Janeiro, A Manhã, p. 8, 10 fev. 1951.

COLÉGIO PEDRO II. Anuário do Colégio Pedro II. Vol. XVI (1951-1961). Rio de Janeiro, 1963.

CONTINUA sem professores. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, p. 2, 22 jun. 1946.

COPACABANA. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, p. 18, 26 maio 1946.

DISTRITO FEDERAL. Decreto Municipal nº 8.976, de 16 de outubro de 1947. Rio de Janeiro, 1947.

DISTRITO FEDERAL. Anuário Estatístico do Distrito Federal 1951/1955. Ano XVII. Rio de Janeiro, 1956.

EDIFÍCIO Gotin Maclair. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, p. 10, 02 set. 1952.

FREITAG, B. Capitais migrantes e poderes peregrinos: o caso do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Papirus, 2009.

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS (FGV). CPDOC. Arquivo Gustavo Capanema G C 35. 10.18/1, pasta V – 11, série g. Rio de Janeiro, 2019.

HÁ TRÊS anos em demanda judicial. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, p. 4, 02 set. 1956.

INICIA-SE a mais ampla reforma educacional do Distrito Federal. O Radical, Rio de Janeiro, p. 13, 24 nov. 1940.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Demográfico de 1960. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/68/cd_1960_v1_br.pdf. Acesso em: 30 mar. 2020.

INSTITUTO Juruena. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, p. 6, 06 mar1940.

LISSOVSKY, Maurício; SÁ, Paulo Sérgio Moraes. O novo em construção: o edifício-sede do Ministério da Educação e Saúde e a disputa do espaço arquiteturável nos anos 1930. In: GOMES, Ângela de Castro. Capanema: o ministro e seu ministério. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000. p. 49-71.

LOURENÇO FILHO, Manoel. Alguns elementos para o estudo dos problemas do ensino secundário. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. XIV, n. 40, set./dez. 1950.

LUCHMANN, Lígia Helena Hann. Associações, participação e representação: combinações e tensões. Lua Nova, São Paulo, n. 84, p. 352-364, 2011.

MAGALHÃES, Sérgio; IZAGA, Fabiana; PINTO, A. Cidades: mobilidade, habitação e escala: um chamado à ação. Brasília, DF: Confederação Nacional da Indústria (CNI), 2012. Disponível em: http://www.portaldaindustria.com.br/cni/publicacoes-eestatisticas/publicacoes/2012/09/1,5580/cidades-mobilidade-habitacao-e-escala-um-chamado-aacao.html. Acesso em: 10 fev. 2020.

MAIS DE duas mil vagas nas novas seções do Pedro II. A Manhã, Rio de Janeiro, p. 2, 07 fev. 1952.

MAIS FÁCIL a compra da casa própria com os financiamentos do pós-guerra. Diário Carioca, Rio de Janeiro, p. 5, 15 jan. 1953.

MANIFESTO da União Carioca dos Estudantes Secundários. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, p. 8, 28 mar. 1953.

MARECHAL Hermes terá um ginásio municipal. Diário Carioca, Rio de Janeiro, p. 8, 07 out. 1951.

MASSUNAGA, Magda Rigaud Pantoja. O Colégio Pedro II e o Ensino Secundário Brasileiro: 1930-1961. 1989. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, 1989.

MIYASAKA, C. R. Os trabalhadores e a cidade: a experiência dos suburbanos cariocas (1890-1920). 2016. 328 f. Tese (Doutorado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, 2016.

MOTTA, M. Rio, cidade-capital. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

NÃO HÁ razões para aflições. O Radical, Rio de Janeiro, p. 2, 23 nov. 1940.

NO ENSINO. A Manhã, Rio de janeiro, p. 4, 08 maio1951.

NUNES, Brasilmar Ferreira; MOURA, Heitor Vianna. Imaginário urbano e conjuntura no Rio de Janeiro. URBE – Revista Brasileira de Gestão Urbana, v. 5, n. 1, p. 91-105, jan./jun. 2013.

OLIVEIRA, Antonio; LOBO, Eulália Maria Lahmeyer. O Estado Novo e o sindicato corporativista 1937-1945. In: LOBO, Eulália Maria Lahmeyer (org.). Rio Janeiro operário: natureza do Estado, a conjuntura econômica, condições de vida e consciência de classe 1930-1970. Rio de Janeiro: Acess, 1992. p. 102-193.

PEDEM em memorial a Negrão que seja recuperado J. Alfredo. Diário Carioca, Rio de Janeiro, p. 2, 20 nov. 1956.

PRÉDIO NA Tijuca. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, p. 13, 17 maio 1942.

PRÉDIO PARA colégio. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, p. 12, 27 maio 1942.

REORGANIZAÇÃO do ensino. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, p. 2, 17 out. 1947.

RESTABELECIDO o ensino industrial nos educandários da Prefeitura. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, p. 4, 20 out. 1954.

REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS. Rio de Janeiro, v. 6, n. 16, out. 1945.

SCHWARCZ, Lília Moritz. Da minha janela vejo o mundo passar: Lima Barreto, o centro e os subúrbios. Estudos Avançados, São Paulo, v. 31, n. 91, p. 123-142, set./dez. 2017.

SEM ESCOLA secundária. O Imparcial, Rio de Janeiro, p. 2, 05 out. 1941.

SEVCENKO, Nicolau. O prelúdio republicano, astúcias da ordem e ilusões do progresso. In: SEVCENKO, Nicolau (org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 7-48.

SILVA, Geraldo Bastos. A educação secundária: perspectiva histórica e teoria. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1969.

TORRES, Pedro Henrique Campello. Avenida Brasil – tudo passa quem não viu. Formação e ocupação do subúrbio rodoviário no Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Estudos Urbanos, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 287-303, maio/ago. 2018.

TREM para Santa Cruz. Diário de Notícias, Rio de Janeiro, p. 5, 04 jun. 1947.

Publicado
2020-10-29
Métricas
  • Visualizações do Artigo 138
  • pdf downloads: 94
Como Citar
COSTA, P. C.; SOARES, J. C. Rio, cidade-capital e a expansão do ensino secundário (1940-1960). Revista da FAEEBA - Educação e Contemporaneidade, v. 29, n. 59, p. 275-294, 29 out. 2020.