Educação de Jovens e Adultos a Distância: impedimentos e superações

Resumo

O artigo analisa as trajetórias de quatro egressos de uma instituição pública: o Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (CESAS), em Brasília, DF, em curso a distância. Apreende a origem social dos egressos, o capital cultural, as dificuldades, limitações e opção pela EaD. Como o capital cultural e as imposições das condições de vida dos egressos da EJA/EaD impulsionaram o retorno aos estudos? A resposta a essa questão, em um enfoque descritivo e exploratório, em conexão com os dados de entrevistas, dialoga com Bourdieu e Lahire, concluindo: os egressos da EJA, com exceção de um, têm origem familiar com posição social homóloga e baixo capital cultural institucionalizado; imposições estruturais provocam a prioridade do trabalho e não do capital cultural institucionalizado e, em outro momento da trajetória, o trabalho influencia o retorno aos estudos. Esse regresso, via EJA/EaD, dá aos sujeitos um sentimento de valoração, principalmente, por possibilitar conciliar trabalho e estudo, tendo a escolha um sentido prático.

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Biografia do Autor

Geraldo Ananias Reis, Universidade de Brasília

Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB). Professor da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Membro do Grupo de Pesquisa Educação a Distância: Agentes e Estruturas na Perspectiva Sociológica da Educação.

Carlos Lopes, Universidade de Brasília

Doutor em Sociologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professor Associado da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (FE/UnB). Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Brasília (PPGE/UnB). Coordenador do Grupo de Pesquisa Educação a Distância: Agentes e Estruturas na Perspectiva Sociológica da Educação.

Publicado
2019-08-31