"NÃO FALAREI DE AMOR", DO POEMA ÀS MÍDIAS: CORPOS NEGROS NÃO TÊM DIREITO À VIDA?

  • Windson Pinho Vasconcelos Universidade do Estado da Bahia
Palavras-chave: Corpos negros. Violência. Análise do Discurso.

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar como o genocídio negro é discursivizado na materialidade histórico-discursiva, poema, “Não falarei de amor” de Odailta Alves, bem como analisar as ideologias que atravessam essa materialidade, associando a ela manchetes do Jornal digital “Brasil de fato”, devido as similaridades nos efeitos de sentidos em ambas as materialidades discursivas. A metodologia utilizada foi qualitativa, pois nos pautamos  na relação análise/teoria das materialidades, embasado na Análise do Discurso de linha francesa, a partir das vertentes teóricas de Pêcheux (1997), Leandro Ferreira (2003), Indursky (2008), Courtine (2009), Orlandi (2012), Kilomba (2019), entre outros.

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Biografia do Autor

Windson Pinho Vasconcelos, Universidade do Estado da Bahia
Acadêmico do curso de Letras com habilitação em Língua Portuguesa e Literaturas pela Universidade do Estado da Bahia, campus XXI. Bolsista da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (PROAF) (2019/2020) pesquisando sobre escritoras negras no circuito editorial Profundanças. Voluntário no Programa de Iniciação Científica (PICIN) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), sob a coordenação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação (PPG). Integrante dos Grupos de pesquisa: Estudos sobre Epistemologia, Ética e Linguagem (UNEB-campus XXI) e Estudos sobre Literatura e Etnicidade-GRUPELE (UNEB-campus XX).

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Publicado
2020-07-10
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