COMUNIDADE QUILOMBOLA FOJO: espaço de resgate, afirmação e (in)sustentabilidade da identidade cultural, em Itacaré-ba

  • Geomara Pereira Moreno Nascimento Universidade Federal do Sul da Bahia
  • Milton Ferreira da Silva Junior Universidade Federal do Sul da Bahia
Palavras-chave: Comunidades quilombolas, identidade, pertencimento, (in)sustentabilidade

Resumo

Resumo: Este trabalho busca pesquisar no Fôjo, o modo como as relações identitárias foram, estão em construção e suas perspectivas de (in)sustentabilidade, além de identificar quais os entraves encontrados na constituição e permanência dessa identidade e qual é a sua relação com seu universo social. Bauman, conceituando identidade e crise de identidade sinaliza que identidade e a questão de pertencimento, não são características que se perpetuam durante toda a vida. Historicamente a origem dos quilombos está relacionada com o período escravocrata, e intrinsecamente com a fuga dos escravizados das senzalas. O quilombo do Fôjo tem a sua origem a partir da fuga do escravo Alfredo Gomes, em 1880. Os relatórios antropológicos relatam que ele fugiu guiado pelas correntes do Rio de Contas, no contexto da promulgação da abolição. Assim, os negros buscaram preservar suas memórias, tradições, culturas e história, e concomitantemente reconstruir sua identidade, no quilombo, espaço que lhes foi reservado.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Geomara Pereira Moreno Nascimento, Universidade Federal do Sul da Bahia

Bacharela em Serviço Social, pela UNIME; Pós-graduada em Politicas Públicas, Gestão e Serviços Sociais Candido Mendes RJ; Mestranda do Programa de Pós-graduação Profissional em Ensino e Relações Étnico-Raciais (PPGER/UFSB). E-mail: geomoreno7@hotmail.com

Milton Ferreira da Silva Junior, Universidade Federal do Sul da Bahia

Eng. Agr./Esp Gestão Ambiental/MSc. Sociologia Rural/Dr. Educação-Pesquisa nas áreas de

Educação Ambiental/ Aval. Políticas Públicas Ambientalistas/Ecopolitização e relações Étnico- Raciais.

Prof. UFSB/CJA/CFCAF. Itabuna-Ba/ Brasil.

Referências

REFERÊNCIAS

BAUMAN, Zigmunt. IDENTIDADE: Entrevista a Benedetto Vecchi. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.

BARDIN. L. Análise de Conteúdo. Lisboa_ Edições 70. 1977. Disponível em: <<

https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4295794/mod_resource/content/1/BARDlN%2C%20L.%20%281977%29.%20An%C3%A1lise%20de%20conte%C3%BAdo.%20Lisboa_%20edi%C3%A7%C3%B5es%2C%2070%2C%20225..pdf>>. Acesso em: 03 de Maio de 2019.

DE SOUZA PIRES, Murilo José; RAMOS, Pedro. O termo modernização conservadora: sua origem e utilização no Brasil. Revista Econômica do Nordeste, v. 40, n. 3, p. 411-424, 2009.

GONDIM, S. M. G. Grupos Focais como técnica de investigação qualitativa: desafios

metodológicos. Paidéia, 2003,12(24), 149-161. Disponível em: <<http://www.scielo.br/pdf/paideia/v12n24/04&gt>. Acesso em: 03 de Maio de 2019.

HAMPATÉ BÂ, A. A tradição viva. In: KI-ZERBo, J. (Coord.). História Geral da

África. I. Metodologia e pré-história da África. Tradução Beatriz Turquetti. 2. ed. rev.

São Paulo: Ática, Brasília, DF: UNESCO, 2010.1 v.

LIBISZEWSKI, Stephan. What is an environmental conflict? Zurich: Center for Security Studies,1992.

RATTS, Alecsandro J. P. (Re)conhecer quilombos no território brasileiro: estudos e

mobilizações. In: FONSECA, Maria Nazareth S. Brasil, afro-brasileiro. Belo

Horizonte: Autêntica, 2006.

RIBEIRO, Ricardo Ferreira. Introdução à questão metodológica. In: DIEGUES, A. C. S. Conflitos sociais e meio ambiente: desafios políticos e conceituais. Rio de Janeiro: IBASE, 1995. (Debates).

SAMPAIO, J.; SANTOS, G. C.; AGOSTINI, M.; SALVADOR, M. A. Limites e Potencialidades

das Rodas de Conversa no cuidado em saúde: uma experiência com jovens no Sertão Pernambucano. Interface (Botucatu); 18 Supl 2:1299-1312. 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/icse/v18s2/1807-5762-icse-18-s2-1299.pdf&gt>;. Acesso em: 03 de Maio de2019.

THIOLLENT, M., Metodologia da Pesquisa-Ação. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1986.(Coleção temas básicos de pesquisa-ação). Disponível em: <https://www.academia.edu/32028417/Metodologia_Da_Pesquisa_Acao_Michel_Thiollent&gt>.Acesso em: 03 de Maio de 2019.

VANSINA, J. A tradição oral e sua metodologia. In: KI-ZERBo, J. (coord.). História

Geral da África. I. Metodologia e pré-história da África. Tradução Beatriz Turquetti.

ed. rev. São Paulo: Ática, Brasília, DF: UNESCO, 2010.1 v.

ZABALETA, J.P.L. Matriz De Priorização: Uma Ferramenta Para Estabelecer Prioridades. Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2002. 40p. (Embrapa Clima Temperado. Documentos,78). ISSN 1516-8840. Disponível em:<<https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/31652/1/documento-78.pdf>>. Acesso em: 03 de Maio de 2019.

Publicado
2020-06-19
Métricas
  • Visualizações do Artigo 29
  • PDF downloads: 19
Como Citar
NASCIMENTO, G. P. M.; DA SILVA JUNIOR, M. F. COMUNIDADE QUILOMBOLA FOJO: espaço de resgate, afirmação e (in)sustentabilidade da identidade cultural, em Itacaré-ba. Revista Encantar - Educação, Cultura e Sociedade, v. 1, n. 2, p. 448-453, 19 jun. 2020.
Seção
II Seminário Regional de Ensino e Relações Étnico-Raciais