Rede construcional:

a relação entre monoargumental, apresentativa e existencial na língua portuguesa

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DOI:

https://doi.org/10.35499/tl.v16i2.15317

Resumo

As construções monoargumental, apresentativa e existencial compartilham características gramaticais similares na língua portuguesa. Por isso, objetiva-se descrever a relação entre os traços semânticos, sintáticos e pragmáticos dessas construções. Fundamenta-se em alguns pressupostos teóricos da abordagem construcional da gramática (BYBEE, 2010; GOLDBERG, 1995, 2006, 2019; HUDSON, 2007; LANGARCKER, 1987; TRAUGOTT; TROUSDALE, 2013), onde a gramática é vista como uma rede construcional. Os dados reais da língua são depreendidos do Corpus do Português NOW. Os resultados da descrição indicam que essas construções são vinculadas por links relacionais e de herança, que viabilizam similaridades morfossintáticas, porém com traços semânticos e pragmáticos distintos, instanciados em construtos empíricos.

 

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Biografia do Autor

Lucas Alves Costa, Universidade Federal de Goiás

Doutor em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás - Brasil, com período na Università del Salento - Itália. Mestre em Letras e Linguística pela mesma instituição. Possuo graduação em Letras, habilitação em língua portuguesa, e em Filosofia. Sou professor de Língua Portuguesa e Literatura na educação fundamental e no ensino médio; professor de Teoria e Análise Linguística e Estudos Literários no ensino superior. Sou, também, preparador e revisor de textos. Meus interesses de pesquisa são: Linguística Cognitiva Funcional; Gramática de Construções; Sintaxe; Ensino e Aprendizagem de língua portuguesa como língua materna e como LE/L2; Ensino-aprendizagem de leitura e produção de textos; Crítica Literária; Interculturalidade; Linguagem cinematográfica; Filosofia da Linguagem; Epistemologias.

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Publicado

2022-12-21

Como Citar

COSTA, L. A. Rede construcional:: a relação entre monoargumental, apresentativa e existencial na língua portuguesa. Tabuleiro de Letras, [S. l.], v. 16, n. 2, p. 217–229, 2022. DOI: 10.35499/tl.v16i2.15317. Disponível em: https://revistas.uneb.br/index.php/tabuleirodeletras/article/view/15317. Acesso em: 17 abr. 2024.

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ARTIGOS