Michel Pêcheux e a crítica aos recalques da história e da língua

  • Rodrigo Oliveira Fonseca FAPESB
Palavras-chave: Michel Pêcheux, interpretação, circularidade, ciência,

Resumo

O presente artigo se propõe a percorrer algumas obras de Michel Pêcheux em busca das críticas que o autor apresentou ao problema da circularidade na interpretação dos textos, que, dito de outra forma, é o problema de se “encontrar” na leitura aquilo que se procura. Problema clássico da sobre-interpretação estruturalista, como também do relativismo. O dispositivo teórico de Análise de Discurso proposto por Michel Pêcheux não “puxa o analista pelos cabelos”, livrando-o da história, da exterioridade e dos pragmatismos de mundos semanticamente normais. Pelo contrário, tal dispositivo sublinha e torna pertinente a opção por não se recalcar a memória e seus preenchimentos/capturas que incidem na forma de interdiscurso – entendido enquanto “corpus sócio-histórico de traços discursivos” (PÊCHEUX, 2011 [1982]) –, o que nos conduz para a ordem equívoca da língua, locus privilegiado onde se dão, de modo opaco e diverso, as reinscrições de memória.

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Biografia do Autor

Rodrigo Oliveira Fonseca, FAPESB
Pesquisador em Análise do Discurso e História do Brasil, com doutorado em Letras pela UFRGS, mestrado em História pela PUC-Rio, bacharelado e licenciatura em História pela UERJ e graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFF. Foi professor substituto no Departamento de História da UFAM, professor-bolsista (Reuni) no curso de Letras da UFRGS, e professor celetista em duas instituições particulares de ensino superior. Desenvolve pesquisa sobre a Conjuração Baiana de 1798, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens da UNEB, e com financiamento do CNPq e da FAPESB.
Publicado
2015-11-04
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SEÇÃO LIVRE