A semiótica dos traços de dominação masculina versus a emancipação feminina no conto “A mulher ramada”, de Marina Colasanti

Resumo

No presente artigo objetiva-se refletir no conto “A mulher ramada”, de Marina Colasanti, a consciência contígua à relação social histórica que incide na perspectiva de dominação masculina ante à sujeição feminina deslocada para o seu empoderamento. A análise busca ponderar a respeito da legitimação e intensidade do viés patriarcal apreendido no mundo social desde a origem genesíaca à atualidade coligadas nas arbitrárias divisões, pelas quais os traços de dominação e os efeitos exercidos nos corpos femininos ainda perduram ou teimam em persistir em detrimento dos avanços emancipatórios da mulher na sociedade. O conto simboliza o limite da experiência feminina do corpo moldado pelo/para o outro, uma vez que se encontra implicado no olhar e no discurso do (s) outro (s). Assim, evoca-se estudos afins ao tema proposto, no sentido refletir e descrever os arcabouços de ordem tradicional, social e religiosa que corroboram para a oposição entre os sexos.

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Biografia do Autor

Edinaldo Flauzino de Matos, Universidade Federal de Rondônia
Doutor em Letras com foco na área de Literaturas em Língua Portuguesa pela Unesp de São José do Rio Preto. Mestre em Estudos Literários pela UNEMAT - Universidade do Estado de Mato Grosso, Pós-Graduado em Arte aplicada à Educação pela FAROL - Faculdade de Rolim de Moura, Graduado em Letras e suas respectivas Literaturas pela UNIR - Universidade Federal de Rondônia. Professor efetivo da UNIR- Universidade Federal de Rondônia câmpus de Guajará-Mirim. Líder do grupo de pesquisa: GRUPO DE ESTUDOS TEÓRICOS E LITERÁRIOS - GESTELIT, nas linhas de pesquisas: Literatura Infantil/Infantojuvenil; Literatura, História, Memória e Letramento Literário, Literaturas Africanas de países de Língua Portuguesa. Atua como docente de Literatura com foco nas disciplinas de Teoria Literária, Literatura Brasileira, Africana, Regional Amazônica, Erótica.

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Publicado
2021-07-01
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ARTIGOS