QUANTIFICAÇÃO DE COMPOSTOS BIOATIVOS E POTENCIAL ANTIOXIDANTE TOTAL DE FRUTEIRAS NATIVAS DE ALAGOAS

  • Everton Ferreira dos Santos Universidade Federal de Alagoas http://orcid.org/0000-0001-5983-4681
  • José Dailson Silva de Oliveira Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
  • Ivanildo Claudino da Silva Universidade Federal de Alagoas
  • Cibele Merched Gallo Universidade Federal de Alagoas
  • Rychardson Rocha de Araújo Universidade Federal de Sergipe
  • Eurico Eduardo Pinto de Lemos Universidade Federal de Alagoas
  • Leila de Paula Rezende Universidade Federal de Alagoas

Resumo

O objetivo do presente trabalho foi quantificar os teores de antocianinas e flavonoides e avaliar o potencial antioxidante das seguintes frutas nativas: araçá-boi (Eugenia stipitata McVaugh), araçá-pera (Psidium acutangulum DC.), murici (Byrsonima verbascifolia L. Rich), maçaranduba (Manilkara salzmanii Lam.) e trapiá (Crateva tapia L). Os teores de antocianinas e flavonoides foram determinados segundo a metodologia desenvolvida por Francis (1982), utilizando-se 1 g de polpa para cada espécie frutífera e solvente extrator solução de Etanol-HCl (85:15%), sendo os resultados expressos em mg 100 g-1 de polpa. O potencial antioxidante foi avaliado pelo método do DPPH, que tem por base a redução da absorbância na região visível do comprimento de 515 nm na presença de antioxidante, sendo realizado em triplicata e os resultados expressos em EC50. Para a análise dos dados foi realizada uma estatística descritiva, onde foram obtidos os valores médios e o desvio-padrão da média. Observaram-se quantidades expressivas de antocianinas totais nos frutos estudados, porém, os frutos de maçaranduba e trapiá apresentaram os maiores teores, com valores médios de 12,57 ± 2,28 mg 100 g-1 e 5,32 ± 0,41 mg 100 g-1, respectivamente. Os maiores teores de flavonoides totais foram observados nos frutos de murici e trapiá, com médias de 33,43 ± 0,64 mg 100 g-1 e 31,19 ± 0,95 mg 100 g-1, respectivamente. O fruto de araçá-boi foi o que apresentou maior potencial antioxidante com EC50 médio de 0,07 g DPPH/g fruto. As espécies constituem fontes potenciais de compostos bioativos e apresentam alto potencial antioxidante, podendo fazer parte da dieta da população como alimento funcional, bem como viabilizar a agregação de valor aos frutos produzidos na região.

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Publicado
2021-02-10
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Artigos