Jorge Amado e os estudos de uma cultura popular

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30620/gz.v10n1.p253

Palavras-chave:

Jorge Amado, Representação literária, Cultura popular

Resumo

Este artigo propõe-se a apresentar um breve diálogo entre a Geografia, a literatura e a cultura popular, a partir da tese em construção intitulada: Cartografias femininas da Cidade da Bahia: uma leitura do espaço geográfico amadiano (1960-1980), inspirada nas obras: Os pastores da noite (1964), Dona Flor e seus dois maridos (1966), Tereza Batista cansada de guerra (1972) e O Sumiço da santa: uma história de feitiçaria (1988). Autores como Lucília de Almeida Neves Delgado (2009), Edil Silva Costa (2005), Eneida Leal Cunha (2009), foram eleitos para problematizarmos algumas das discussões, por tratarem de noções como cultura, tempo, identidade, oralidade, memória e alguns dos seus desdobramentos. Por meio de relações de trabalho, políticas, culturais, simbólicas e afetivas, notar-se-á como estas construções operavam pelo viés da raça e do gênero, na produção de geografias existenciais na cidade de Salvador daquela época.

[Recebido em: 5 abr. 2022 – Aceito em: 11 out. 2022]

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Biografia do Autor

Maria Lívia Ferreira dos Santos, Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Licenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Pedagoga pela Faculdade de Ciências da Bahia. Especialista em Educação com ênfase em Gênero e Direitos Humanos pela Universidade Federal e em Mídias na Educação pela Universidade do Sudoeste da Bahia. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens pela Universidade do Estado da Bahia e doutoranda por este mesmo programa. Colabora na coordenação e atua como articuladora de área e professora de Geografia e Atualidades no coletivo Quilombo Educacional Gbesa, professora de Geografia do pré-vestibular popular indígena Jenipapo Urucum. Coordenadora Pedagógica da Rede Estadual da Bahia NTE-26. Integrante dos Grupos de Pesquisa: Estudos de produção e recepção em culturas e linguagens e Sankofa: panafricanismos, negritude e subalternidades. Pesquisadora bolsista e investigadora das temáticas relacionadas a educação, avaliação da aprendizagem, direitos humanos, gênero, identidade, cidades, produção do espaço urbano.

Márcia Rios da Silva, Universidade do Estado da Bahia - UNEB

Possui graduação em Letras pela Universidade Federal da Bahia (1982), mestrado em Letras e Linguística pela UFBA (1992) e doutorado em Letras pela UFBA (2002). Professora titular da Universidade do Estado da Bahia, ministra as disciplinas Teoria da Literatura e Literatura Infanto-Juvenil no curso de Letras V. Docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens/PPGEL. Atuou como coordenadora do PPGEL no período de 2006-2010 e 2016-2020. Coordenou, como membro da equipe Associada (PPGEL/UNEB), o Projeto Capes/PROCAD Escritas contemporâneas: desafios teórico-críticos (2014-2019), uma parceria com a PUC-Rio, instituição promotora, UEFS e PUC-Goiás, associadas. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Teoria Literária e estudos da cultura, atuando principalmente nos seguintes temas: literatura, cultura e identidade, literatura e escola, literatura infantil, biografia e recepção. Em 2006, publicou o livro O rumor das cartas: um estudo da recepção de Jorge Amado pela EDUFBA, destacando-se uma publicação regular de artigos científicos em periódicos qualificados. Endereço eletrônico: mrsilva@uneb.br.

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Publicado

2022-11-03

Como Citar

SANTOS, M. L. F. dos; SILVA, M. R. da. Jorge Amado e os estudos de uma cultura popular. Grau Zero – Revista de Crítica Cultural, Alagoinhas-BA: Fábrica de Letras - UNEB, v. 10, n. 1, p. 253–266, 2022. DOI: 10.30620/gz.v10n1.p253. Disponível em: https://revistas.uneb.br/index.php/grauzero/article/view/13940. Acesso em: 17 abr. 2024.