PARA UMA ARQUEOLOGIA DA CULTURA ESCRITA DA CHAPADA DIAMANTINA-BA: O CASO DO MANUSCRITO 512

  • Taísa Alves Ribeiro Universidade do Estado da Bahia
  • André Luiz Alves Moreno Universidade Federal da Bahia; Universidade do Estado da Bahia.
Palavras-chave: História da Cultura Escrita. Manuscrito 512. Mito arqueológico. Chapada Diamantina-BA.

Resumo

Apresenta-se, aqui, o Manuscrito 512, um testemunho fundamental para a reconstituição da história da cultura escrita na região da Chapada Diamantina-BA. Atualmente localizado na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, este foi escrito em 1753, com o intuito de dar notícias sobre o achamento de uma cidade perdida no interior dessa região. A partir dos pressupostos teóricos e metodológios da História da Cultura Escrita, buscamos, aqui, tecer apontamentos que possam contribuir com a arqueologia da escrita no âmbito das veredas diamantinas, com o intuito de contribuir com as investigações desenvolvidas pelo Programa Escritas Diamantinas, instituído no Campus XXIII da Universidade do Estado da Bahia.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Taísa Alves Ribeiro, Universidade do Estado da Bahia
Taísa Alves Ribeiro, Licenciada em Letras com Habilitação em Língua Portuguesa e Literaturas, pela Universidade do Estado da Bahia - UNEB, Campus XXIII, Seabra-BA. E pesquisadora do Projeto Escritas Diamantinas: Programa de Estudos em História, Sociedade e Cultura Escrita na Região da Chapada Diamantina-BA
André Luiz Alves Moreno, Universidade Federal da Bahia; Universidade do Estado da Bahia.
É Doutor em Letras, pelo Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia.  Vincula-se ao Programa para a História da Língua Portuguesa (PROHPOR), coordenado pela Professora Doutora Juliana Soledade (UNB), atuando em investigações que se assentam no campo da História da Cultura Escrita no Brasil. Dedica-se, também, à reconstituição da história social da escrita na região da Chapada Diamantina, coordenando o Projeto "Escritas Diamantinas: Programa de Estudos em História, Sociedade e Cultura Escrita na região da Chapada Diamantina-BA", desenvolvido no âmbito da Universidade do Estado da Bahia, onde é atualmente Professor. Atua nas áreas de Linguística Histórica, Filologia, História da Cultura Escrita e Língua Portuguesa.

Referências

ANÔNIMO. Relação historica de uma occulta, e grande povoação antiquissima sem moradores, que se descubriu no anno de 1753. Bahia/Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, documento n. 512, 1753

BARROS, José d’ Assunção. A Nova História Cultural – considerações sobre o seu universo conceitual e seus diálogos com outros campos históricos. Cadernos de História, Belo Horizonte, v.12, n. 16, 1º sem. 2011

BARROS, José d’Assunção. A história cultural e a contribuição de Roger Chartier. Diálogos, DHL/PPH/UEM, v. 9, n.1, 2005. p. 125-141

Berwanger, Ana Regina. Noções de paleografia e diplomática / Ana Regina Berwanger, João Eurípides Franklin Leal. 3. ed. rev. e ampl. - Santa Maria: Ed. da UFSM, 2008. 128 p.

CARVALHO, W. R. D. O Manuscrito 512: A cidade perdida da Bahia. I Congresso Nacional de Linguagens e representações: Linguagens e Leituras, Ilheus, p. 1-11, dez./2005. Disponível em: http://www.uesc.br/eventos/iconlireanais/iconlire_anais/anais-52.pdf. Acesso em 5 de janeiro de 2020.

CASTILLO GÓMEZ, Antonio. Historia de la cultura escrita: ideas para el debate. Revista Brasileira de História da Educação, n. 5, janeiro/junho, 2003. p. 94-124.

CHARTIER, Roger. A história ou a leitura do tempo. Tradução de. Cristina Antunes. Belo Horizonte: Autêntica, 2009. 80 p.

FILHO, D. RELAÇÃO histórica [...]. [S.l.: s.n.]. Disponível em: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_manuscritos/cmc_ms495/mss_01_4_001.pdf. Acesso em 8 de janeiro de 2020.

LANGER, Johnni. A Cidade Perdida da Bahia: mito e arqueologia no Brasil Império. Revista Brasileira de História: São Paulo, v. 22, n. 43, p. 1-13, dez./2005. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882002000100008. Acesso em 03 janeiro de 2020

MORENO, André Luiz Alves. Escrita (in)surgente: Distribuição Social da Escrita nos Movimentos Sediciosos do Brasil de Finais do Período Colonial. Programa de Pós Graduação em Língua e Cultura. Salvador-BA (2019)

OLIVEIRA, Klebson, et al. Negros e escrita no Brasil do século XIX: sócio-história, edição filológica de documentos e estudo linguístico. 2006. Programa de pós-graduação em Letras e Linguística - Curso de Doutorado em Letras. Salvador-BA

PETRUCCI, Armando (2003). La ciência de la escritura: primera lección de paleografia. Buenos Aires: Fondo de Cultura Econômica de Argentina

TELLES, Célia Marques (2002a). A chamada lição conservadora na edição de textos. Comunicação apresentada ao 7º. Encontro Nacional da APML ‘Poética de criação’. Niterói/RJ. 13p.

Publicado
2021-06-10
Métricas
  • Visualizações do Artigo 32
  • PDF downloads: 25