A PRESENÇA DA CORRUPÇÃO NO SISTEMA EDUCATIVO ANGOLANO: REFLEXÃO E PROPOSIÇÃO DE MUDANÇA
Palavras-chave:
Educação, Corrupção, Ensino, GovernoResumo
A educação é a base do crescimento e do desenvolvimento de qualquer sociedade. Em Angola não é exceção. Mas, a situação da corrupção na escola primária e secundária angolana é preocupante porque reduz a qualidade de ensino e provoca descredibilidade da escola. O artigo parte do questionamento: Quais seriam os fatores que contribuem para a corrupção nas escolas secundarias de Angola? Visa, ainda, analisar, refletir e repensar sobre os problemas da corrupção que estão presente no setor da educação angolana. Utilizando o método bibliográfico, se concluiu que é necessário que o Governo de Angola adote políticas educacionais que ajudem na melhoria da qualidade de ensino. É importante que o Governo aposte na formação dos professores com qualidade, melhorando as condições infraestruturais das escolas fato que vai diminuir a procura de vagas de matrícula. Os pais devem assumir a responsabilidade da escola participando do processo escolar e apoiando os professores e os alunos. As escolas devem receber todo apoio do Governo por forma a que a educação seja de qualidade e para todos.Downloads
Referências
ABDULA, R. A. M.; TIMBANE, A. A.; QUEBI, D. O. As políticas linguísticas e o desenvolvimento endógeno nos PALOP. RILP.IV Série n. 31, 2017, p. 23-46.
AFRICA21ONLINE. Ranking: países mais corruptos do mundo. Editoria Estudos. 13 ago. 2018. Disponível em: http://www.africa21online.com/artigo.php?a=22487&e=Estudos Acesso em: 04 mar. 2019.
ALVES, V. F. C. Montesquieu: republicanismo e corrupção política. Princípios, Revista de Filosofia. p.185-216, mai./ago. 2017.
ANGOLA. Código Penal. Disponível em: http://www.parlamento.ao/documents/506145/0/PROP.+LEI+C%C3%93DIGO+PENAL.p Acesso em: 04 mar. 2019.
ANGOLA. 11 compromissos com a criança: para um futuro melhor, cuidemos da criança. V Fórum Nacional sobre a Criança. Luanda: Conselho Nacional da Criança, 2011.
ANGOLA. Constituição da República de Angola. Luanda, 2010.
ANGOLA. O perfil de Angola. Luanda: Portal Oficial do Governo de Angola. Disponível em: http://www.governo.gov.ao/opais.aspx Acesso em: 04 mar. 2019.
ANGOP. Agência Angola Press. Angola tem 25 por cento de analfabetos. 17 nov. 2017.
BONFIM, F. C. J. O combate à corrupção nos ordenamentos jurídicos do Brasil e de Portugal.101 f. Mestrado em Direito, Ciências Jurídico-Económicas, Universidade do Porto, Porto, 2013.
BREI. Z. A. A corrupção: causas, consequências e soluções para o problema. Revista de Administração pública. Rio de Janeiro, v. 30, n. 3, p.103-15. maio/jun. 1996.
HOUAISS, A. VILLAR, M. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro, 2009.
FRADE, A. M. D. A corrupção no estado pós-colonial em África. Duas visões literárias. Porto: Centro de Estudos Africanos da Universidade Porto, 2007.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
FREIRE, Paulo; GUIMARÃES, Sérgio. A África ensinando a gente: Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
GASPAR, A. A educação formal e a educação informal em ciência. In: MASSARANI, L.; MOREIRA, I. de C., BRITO, F. (Org.). Ciência e público. Rio de Janeiro: Ed.UFRJ, 2002, p. 171-183.
HOUAISS, A.; VILLAR, M. S; MELLO FRANCO, F. M. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. Recenseamento geral de População. Luanda: INE, 2014.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICAS. Resultados Definitivos do Recenseamento Geral da População e da Habitação de Angola. Luanda: INE, 2016.
KI-ZERBO, J. Para quando África. Entrevista com René Holenstein. Trad. Carlos Aboim de Brito. Rio de Janeiro: Pallas, 2006.
MANDELA, Nelson Rolihlala. Lighting your way to a better future. Planetarium. University of the Witwatersrand. Johannesburg, South Africa. 16th july 2003.
MARTINS, M. Corrupção: um mal a combater na democracia angolana. Justiça do Direito, v. 28, n. 2, p. 425-438, jul./dez. 2014.
MAYEMBE, N. Reforma educativa em Angola: A Monodocência no Ensino primário em Cabinda. (Tese). 301 f. Faculdade da Educação. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, 2016.
MINISTERIO DA EDUCAÇÃO. Lei nº 13/2001 (Lei de Base do Sistema de Educação e Ensino), Luanda: Assembleia Nacional, 31 de dezembro 2001.
MIRANDA, F. L. Unificando os conceitos de corrupção: uma abordagem através da nova metodologia dos conceitos. Revista Brasileira de ciência política, n. 25, Brasília, jan.-abr. 2018.
MORAIS, R. Corrupção em Angola, branqueamento de capitais em Portugal e impacto sobre os direitos humanos.2013. Disponível em: https://www.makaangola.org Acesso em: 05 set. 2018.
NAÇÕES UNIDAS. Angola Map. N.3727, Rev. 4. Department of Field Support. Ago. 2008.
NGULUVE, A. K. Política educacional angolana: organizações, desenvolvimento e perspectivas. São Paulo, SP: s.n., 2016.
OLIVEIRA, S. de. Olhar a pobreza em Angola: causas, consequências e estratégias para a sua erradicação. Ciências Sociais. Unisinos v. 48, n. 1, p. 29-40, jan. /abr. 2012.
PACHECO, L.; COSTA, P. TAVARES, F. O. História económico-social de Angola: do período pré-colonial á independência. Porto: CEPESE, 2018.
SUAPESQUISA.COM. População da Suécia. 2019. Disponível em: https://www.suapesquisa.com/paises/suecia/populacao.htm Acesso em: 04 mar. 2019.
TIMBANE, A. A.; VICENTE, J. G. Políticas públicas e linguísticos: estratégias e desafios no combate ás desigualdades sociais em Moçambique. Revista Brasileira de Estudos Africanos. v. 2, n. 4, p. 114-163, jul. /dez. 2017.
TIMBANE, A. A.; FERREIRA, L. B. A família, a escola e o aluno: quem ensina o que e para quê? JORGE, W. J. (Org.). Abordagens teóricas e reflexões sobre a educação presencial a distância e corporativa. Maringá: Uniedusul, 2019. p. 198-214.
TPA ONLINE. Falta de vagas preocupa pais e encarregados de educação no Lubango, Huila.2019. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GztEzHcqWfA Acesso em: 04 mar. 2019.
UNICEF, Angola. Educação no OGE 2016.Disponível em: http://www.unicef.org/angola Acesso em: 20 jan. 2019.
UNICEF/ANGOLA. O acesso a uma educação de qualidade é um direito. Luanda, 2015. Disponível em: https://www.unicef.org/angola/educacao Acesso em: 04 mar. 2019.
VELLUT, J-L. A bacia de Congo e Angola. In: AJAYI, J. F. A de. (Org.). História geral da África, VI: África do século XIX à década de 188. Brasília: UNESCO, 2010. p. 343-376.
ZAU, F. Angola: Trilho para o desenvolvimento. Universidade aberto. Lisboa: Ed. Universidade Aberta. 2002.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Alexandre Antonio Timbane, Agostinho Inácio de Andrade Alfredo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Autores que encaminham os textos para a submissão nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Ao encaminharem os textos para a revista implica na autorização dos autores para a publicação.
- A aceitação para a publicação implica na cessão de direitos de primeira publicação para a revista. Autores mantém os direitos autorais.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- A revista RECS estimula e permite que os autores publiquem e distribuam seu trabalho em repositórios institucionais ou na sua página pessoal, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores dos textos assumem que são autores de todo o conteúdo fornecido na submissão e que possuem autorização para uso de conteúdo protegido por direitos autorais reproduzido em sua submissão.
- A reprodução total ou parcial dos artigos desta revista é permitida desde que citada à fonte de publicação original.
O conteúdo dos artigos é de estrita responsabilidade de seus autores, os mesmos ao submeterem assumem a responsabilidade de todo o conteúdo fornecido na submissão, e que possuem autorização para uso de conteúdo protegido por direitos autorais reproduzido em sua submissão.
