Loucura e marginalização social em Fogo Morto

Bárbara Del Rio Araújo

Resumo


Este trabalho pretende, através da obra Fogo Morto, discutir a representação da loucura e da marginalização social como produtos de um processo de modernização conservadora. Deste modo, leva-se em conta o fato de a forma estética se relacionar com a forma social, possibilitando uma configuração artística efetiva e crítica. Através de sua estrutura multiplanar, a narrativa de José Lins do Rego esboça na criação dos personagens as mazelas de um desenvolvimento que progride carregando traços arcaicos, como o favor e a cordialidade. Nesse sentido, por meio do discurso indireto livre, podemos entender o quanto a modernização e a ideal do “bem estar social” oprimiu parte da população, atenuando sua capacidade de autonomia e contribuindo para desumanização dessas figuras.

Palavras-chave


Loucura; Marginalização; Modernização conservadora; Fogo Morto.

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ISSN: 2176-5782

Classificação Qualis CAPES: Linguística e Literatura - B3

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