Alfred Hitchcock na velocidade terrível da queda: misoginia e metáforas antropomórficas na obra do diretor

Luiz Carlos de Souza

Resumo


Resumo: No presente trabalho, propomos uma leitura da repetição de imagens de queda como um profundo sintoma que perpassa a filmografia de Alfred Hitchcock. Trata-se da precariedade, da dificuldade de equilíbrio, tema marcante em Vertigo (Um Corpo que Cai, 1958), North by North West (Intriga Internacional, 1959) e Rebeca (Rebeca, a Mulher Inesquecível, 1940). Analisamos a ameaça da queda como uma metáfora do corpo das mulheres, no sentido de estar ligada a um desejo incestuoso de volta ao útero, algo fora da lei simbólica predominante e, portanto, de efeitos nefastos aos sujeitos. Na produção hitchcockiana, a atmosfera de suspense que perpassa os filmes liga-se a uma série de metáforas antropomórficas, relacionadas ao corpo das mulheres. A tendência não passou despercebida à teoria feminista do cinema, no trabalho de pesquisadoras como Paula Cohen (1995), Kaja Silverman (1998) e Tânia Modleski (2005).

Palavras-Chave: Estudos de gênero. Teoria Feminista do Cinema. Alfred Hitchcock.


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Grau Zero - Revista de Crítica Cultural
(Organizada pelo PÓS-CRÍTICA)

Publicação Semestral

ISSN 2318-7085

 

INDEXADORES

 

 

 


FOMENTO/FINANCIAMENTO