E agora, José? – a literatura marginal e a formação de grupos identitários

Autores

  • Henrique Moura Universidade de São Paulo - USP

DOI:

https://doi.org/10.30620/gz.v6n1.p95

Palavras-chave:

Sujeito periférico, Grupos identitários, Literatura marginal

Resumo

Este artigo busca problematizar, sob a perspectiva da teoria literária, a questão da formação de grupos identitários ao redor da chamada literatura marginal, expressão utilizada por autores da periferia de São Paulo a partir dos anos 2000, mobilizam-se os conceitos de “sujeito periférico”, tal como formulado por D’Andrea (2013), de “autoridade” tal qual Bourdieu (1989) e as reflexões de Dalcastagnè (2012) sobre a literatura brasileira contemporânea como um espaço contestado. Ao fim questiona-se até que ponto o autor identificado como periférico tem possibilidade de se expressar enquanto escritor sem haver uma imposição de que escreva apenas questões relativas ao universo da periferia.

[Recebido: 20 nov. 2017 – Aceito: 05 mar. 2018]

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Biografia do Autor

Henrique Moura, Universidade de São Paulo - USP

Mestrando na área de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa (FFLCH-USP). Possui Bacharelado em Letras Português e Espanhol pela Universidade de São Paulo, com período de intercâmbio em Letras Latinoamericanas na Universidad Autónoma del Estado de México. Desenvolveu o projeto "O vagar como identidade do ser no mundo: um estudo sobre o filme Viajo porque preciso, volto porque te amo, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz e a obra do escritor Samuel Rawet".

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Publicado

2018-04-09

Como Citar

MOURA, H. E agora, José? – a literatura marginal e a formação de grupos identitários. Grau Zero – Revista de Crítica Cultural, Alagoinhas-BA: Fábrica de Letras - UNEB, v. 6, n. 1, p. 95–110, 2018. DOI: 10.30620/gz.v6n1.p95. Disponível em: https://revistas.uneb.br/index.php/grauzero/article/view/4805. Acesso em: 25 jul. 2024.