Leitura e produção textual

a vida em palavras, a vida em papel

Autores

  • Felipe Freitag Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
  • Liane Batistela Kist Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

DOI:

https://doi.org/10.30620/gz.v3n1.p183

Palavras-chave:

Ensino Fundamental, Escrita-processo, Leitura e produção textual, Literatura (popular, canônica), Narrativas orais

Resumo

Dar legitimidade ao discurso da oralidade através do estudo de contos populares ou maravilhosos é valorizar acontecimentos que escapam, ou escapariam à memória histórica. O trabalho com contos populares ou maravilhosos possibilita a ativação do conhecimento de mundo e/ou de deduções que levem os alunos a estabelecer interpretações recíprocas na interação com suas vivências. Textualizar o cotidiano, as vivências, as memórias não legitimadas pelo discurso histórico, as narrativas que circulam e circundam pelo espaço social. Valorizar histórias subalternizadas pela erudição, que podem e que devem construir hábitos de leitura numa localização de identidades e identificações. Muito mais do que justificar, cabe ao presente processo de ensino, o questionar, e é nesse questionamento que se inicia o desenvolvimento de vozes narrativas silenciados por grande parcela da intelectualidade.

[Recebido: 8 set. 2015 – Aceito: 8 nov. 2015]

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Biografia do Autor

Felipe Freitag, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

Licenciado em Letras Português pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Mestrando em Estudos Linguísticos pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da UFSM. Vinculado à linha de pesquisa Linguagem e Interação.

Liane Batistela Kist, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM

Doutoranda em Estudos Linguísticos pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da UFSM. Mestre em Educação pelo PPGE-UFSM. Atua como professora de Estágio Curricular Supervisionado em Língua Portuguesa na Universidade Aberta do Brasil-UFSM.

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Publicado

2016-03-01

Como Citar

FREITAG, F.; KIST, L. B. Leitura e produção textual: a vida em palavras, a vida em papel. Grau Zero – Revista de Crítica Cultural, Alagoinhas-BA: Fábrica de Letras - UNEB, v. 3, n. 1, p. 183–207, 2016. DOI: 10.30620/gz.v3n1.p183. Disponível em: https://revistas.uneb.br/index.php/grauzero/article/view/3284. Acesso em: 29 maio. 2024.