Entre-Lunga e lugar: poder de um corpo encarnado no filme Bacurau

  • Robério Manoel da Silva Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Resumo

Trata-se de uma investigação que estimula reflexões em torno de como as subjetividades não se deixam curvarem e se potencializam em cenas que apresentam o construto de leitura que dissemina a ação de desarmar poderes e saberes colonizados, sujeitos e contextos culturais locais que enunciam a desobediência da logicidade do discurso centralizador. O conceito de entre-lugar que Silviano Santiago (1971) apresenta-nos, desterritorializa e problematiza o local com o global, desde a periferia destruindo os decalques dos saberes, (re)-esteticando a literatura clássica, questionamos então o lugar que o filme Bacurau (2019), de Kleber Mendonça e Juliano Dornelles, através do personagem Lunga “não no modelo estrito do cangaceiro, mas compondo um “tipo” visualmente destacado, tal como outras figuras mobilizadas na luta” (Mendonça Filho, 2020, p.37). É a partir das devidas considerações que irei abordar o sentido de Entre-Lunga e Lugar.

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Biografia do Autor

Robério Manoel da Silva, Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

é mestrando em Crítica Cultural e Graduado em Ciências Contábeis ambos pela Universidade do Estado da Bahia — UNEB. Licenciando em Pedagogia e Pós-Graduando em Psicopedagogia Escolar pela UNINASSAU. Especialista em Controladoria e Auditoria Contábil pela Universidade Tiradentes — UNIT. Bolsista no programa de amparo a pesquisa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Pesquisador do GT Linguagem e Crítica Cultural do Departamento de Linguística, Literatura e Artes Dellartes (UNEB). Lida com as seguintes Linhas de Pesquisa: Pensamento, Produções de Subjetividades e Identidades Latino-americanas através dos Estudos Decoloniais associado aos Estudos Culturais, Crítica Pós-Colonialistas, Estudos Subalternos.

Publicado
2021-12-13
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