Ancestralidade e oralidade nos movimentos negros de Pernambuco

  • Isabel Cristina Martins Guillen Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
Palavras-chave: Ancestralidade, Movimentos negros, Cultura negra.

Resumo

Ao fazermos uma série de entrevistas com militantes dos movimentos negros em Pernambuco pudemos perceber que a noção de ancestralidade foi formulada em seus depoimentos e aparecia como uma categoria que estruturava as identidades, bem como fundamentava estratégias de ação e contribuía para a afirmação do próprio movimento. Além das personagens já notórias, como Zumbi dos Palmares, diversas outras emergem como responsáveis pela positivação do movimento, tais como Malunguinho e Solano Trindade, tidos como referência de resistência na luta contra a dominação sobre os negros. É importante salientar que para muitos desses militantes, trata-se efetivamente de referências de ancestralidade que ultrapassam a memória individual, e contribuem para a formação de uma memória coletiva. É nesse sentido que pensamos trabalhar com o conceito de ancestralidade, como uma categoria basilar para a constituição de uma comunidade imaginada.

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Biografia do Autor

Isabel Cristina Martins Guillen, Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
Doutora em História pela UNICAMP, professora associada do Departamento de História da UFPE e coordenadora do LAHOI (Laboratório de História Oral e da Imagem da UFPE).
Seção
Artigos