A experiência dada pela memória: Os cus de Judas e o skaz do império derrotado

Ronan Simioni

Resumo


Resumo: Inserido no conjunto da produção ficcional de António Lobo Antunes representativo do período de guerras nas colônias portuguesas em África, Os Cus de Judas, dada sua estrutura narrativa, pode ser visto como um bem acabado exemplo de articulação textual que consegue expor de forma simultânea ações que transcorrem em um plano “universal” e outro “individual”. Assim, a forma de Skaz empregada pelo autor português propicia a manifestação dessas duas esferas, que na concepção de Fredric Jameson (2007) caracterizam os contornos pós-modernos do romance histórico. Além disso, a rememoração do protagonista da trama, que se coloca como testemunha direta das experiências narradas, já demonstra o início da formação de uma consciência questionadora da validade em se lutar por um regime antidemocrático e atrasado economicamente como foi o estatismo orgânico instaurado nos anos do governo salazarista. Logo, demonstrar como o aspecto formal do romance funciona como vetor da transmissão de uma experiência particular diretamente inserida em outra coletiva, e como essa experiência demonstra o declínio do “império lusitano”, apresentam-se como as principais preocupações da presente análise.

Palavras-Chave: Lobo Antunes. Memória. Romance Histórico.


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Grau Zero - Revista de Crítica Cultural
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