EVIDÊNCIAS DA FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA NO TRATAMENTO DA FIBROSE CÍSTICA

Resumo

Introdução: A Fibrose cística (FC) é um distúrbio multissistêmico, embora seu maior prejuízo ocorra no sistema respiratório, sendo este responsável pelo maior índice de morbimortalidade relacionado à doença. O tratamento desenvolvido pela fisioterapia respiratória objetiva facilitar a desobstrução das vias aéreas, melhorar a função pulmonar, preservar a resistência da musculatura respiratória e favorecer a qualidade de vida. Objetivo: Esta pesquisa tem por objetivo sondar na literatura, evidências clínicas da fisioterapia respiratória no tratamento da FC a fim de esclarecer seus benefícios na sintomatologia e qualidade de vida. Materiais e Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada através da busca de estudos indexados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os artigos foram selecionados obedecendo aos critérios de inclusão e exclusão deste estudo, sendo os critérios de inclusão: artigos disponíveis na integra, publicados entre 2009 a 2019 e que abordassem a temática em questão. Foram selecionados 89 estudos, onde, apenas 10 cumpriram os critérios de elegibilidade. Resultados e discussões: Após análise dos resultados, notou-se que os estudos evidenciaram em seus desfechos principais os benefícios da fisioterapia respiratória na função pulmonar, capacidade ao exercício e qualidade de vida. As intervenções fisioterapêuticas promoveram o aumento do PFE, CVF e VEF1, redução das EPs, diminuição da fadiga, aumento da resistência muscular respiratória, força, velocidade, flexibilidade e mobilidade torácica, melhora do índice do VO 2máx, além de reduzir os dias antibióticos intravenosos. Conclusão: A fisioterapia respiratória mostrou-se benéfica e de grande influência sobre a sintomatologia e qualidade de vida dos portadores de fibrose cística.

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Biografia do Autor

Júlia Maria de Sousa Maciel, Centro Universitário Maurício de Nassau

Fisioterapeuta pela uninassau - João Pessoa-PB.

Renata Ramos Tomaz Barbosa, Centro Universitário Maurício de Nassau

Doutora em Fisioterapia pela UFRN.

Publicado
2021-05-05
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