Anatomia de um crime

Sistema adversarial como possibilidade do modelo acusatório

Resumo

A partir do filme “Anatomia de um crime”, de Otto Preminger (1959), indicado como base explicativa, o artigo problematiza as conformações do modelo acusatório no processo penal nas tradições europeia-continenal e do common law. Diferencia, em consideração aos poderes instrutórios do julgador, as características que colocam, de um lado, o sistema adversarial e, de outro lado, o sistema acusatório-inquisitorial. Menciona, nessa distinção, a moldura teórica estabelecida por Mirjan Damaška, quando cuida dos modelos de autoridade coordenada e de autoridade hierárquica, e das traduções jurídicas tal como desenvolvidas por Maximo Langer. Ao final, destaca o narrativismo como característica da apreciação dos fatos no sistema adversarial, marcadamente presente nos Estados Unidos, ainda que em detrimento da apuração da verdade dos fatos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Antonio Henrique Graciano Suxberger, Centro Universitário de Brasília - UniCEUB
Professor Titular do Programa de Mestrado e Doutorado em Direito do UniCEUB. Doutor e Mestre em Direito. Pós-Doutorado pelo IGC da Universidade de Coimbra. Investigador-associado do Programa de Doutorado em Ciências Jurídicas e Políticas da Universidade Pablo de Olavide (Sevilha, Espanha). Promotor de Justiça no Distrito Federal.
Publicado
2022-09-06
Métricas
  • Visualizações do Artigo 91
  • PDF downloads: 44
Como Citar
Suxberger, A. H. G. (2022). Anatomia de um crime: Sistema adversarial como possibilidade do modelo acusatório. Revista Direito No Cinema, 3(2), 24 -33. Recuperado de https://revistas.uneb.br/index.php/direitonocinema/article/view/13504
Seção
Sobre Filmes e Direito