Categorização preliminar do ideofone “bacu” falado no munícipio de Cametá-PA

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DOI:

https://doi.org/10.35499/tl.v19i1.23362

Resumo

Este artigo trata da categorização preliminar do ideofone bacu encontrado na comunidade de fala do munícipio de Cametá, no estado do Pará, região amazônica. Para isso, traça-se uma junção entre os pressupostos teórico-metodológicos da Sociolinguística Variacionista – para dialogar sobre o fenômeno investigado – e do Funcionalismo – para categorizar o ideofone. A coleta dos dados analisados deu-se a partir de trabalhos realizados sobre o fenômeno do ideofones (Melo, 2007; Silva, 2019) e coletas de dados em falas espontâneas proferidas por falantes cametaenses. Os resultados mostraram que o ideofone bacu apresenta um comportamento instável e categorização não previsível, o que possibilita uma pluralidade de significações.

 

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Biografia do Autor

Marcelo Pires Dias, Universidade Federal do Pará

Doutor em Linguística pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com estágio doutoral (doutorado sanduíche) na Universidade de Santiago de Compostela (USC), Mestre em Estudos Linguísticos (UFPA) e Graduado em Licenciatura em Letras - Língua Portuguesa (UFPA). Foi Pesquisador Visitante no Instituto da Língua Galega (ILG), na Universidade de Santiago de Compostela (USC/Espanha) entre 2014 e 2015. Foi Coordenador do Curso de Licenciatura em Educação do Campo (Faculdade de Etnodiversidade, Campus Altamira). Atualmente é docente da Faculdade de Ciências da Linguagem (FACL), Campus Universitário de Abaetetuba e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL/UFPA, Campus de Cametá). Desenvolve pesquisas em nas áreas da Dialetologia e Sociolinguística Variacionista, com foco em georreferenciamento de dados linguísticos.

Gabriele Maria Muniz da Silva, Universidade Federal do Pará

Graduada em Licenciatura Plena em Letras - Habilitação em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Pará, Campus Universitário do Tocantins/Cametá (CUNTINS/UFPA), Especialista em Língua Portuguesa pela Faculdade de Educação São Luís e em Educação Inclusiva no Campo (CUNTINS/UFPA), apresenta formação complementar em Instrutor e Intérprete e Tradutor de Língua Brasileira de Sinais pelo Grupo de Estudos Surdos na Amazônia Tocantina (CUNTINS/UFPA).

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Publicado

2025-08-25

Como Citar

PIRES DIAS, M.; MUNIZ DA SILVA, G. M. Categorização preliminar do ideofone “bacu” falado no munícipio de Cametá-PA. Tabuleiro de Letras, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 118–127, 2025. DOI: 10.35499/tl.v19i1.23362. Disponível em: https://revistas.uneb.br/tabuleirodeletras/article/view/23362. Acesso em: 5 dez. 2025.

Edição

Seção

ARTIGOS