A CARACTERIZAÇÃO DA RAINHA E DO TIRANO NA TRAGÉDIA GREGA: UMA DISCUSSÃO SOBRE GÊNERO E PODER
Palavras-chave:
Grécia Antiga, gênero, tiraniaResumo
Nosso objetivo é analisar como o poeta trágico Ésquilo caracterizou Clitemnestra e Egisto. Selecionamos duas tragédias em que é possível traçar um quadro comparativo, são elas: Agamenon e Coéforas (458 a.C) Interessa-nos examinar a construção do caráter, pensado a partir da definição de Temmerman e Boas (2017). Como a rainha, que mata o marido com a ajuda do amante e o empossa no trono de Argos, é caracterizada como uma mulher subversiva, forte e corajosa, enquanto o marido, amante e novo rei é caracterizado como seu contrário, e leva a alcunha de 'o marido de Clitemnestra', em clara alusão a sua inferioridade. Examinaremos qual o espaço de atuação da rainha e do tirano, questionando o lugar da mulher apenas como aquele do interior da casa e o espaço do homem à esfera pública. A partir da categoria de gênero (SCOTT, 1995) e de poder, verificaremos como a sociedade pensava o papel do tirano (BIGNOTTO, 1998) e da mulher na sociedade grega, especialmente a ateniense, do século V a.C. Estaremos atentos aos novos modelos interpretativos, que têm buscado redimensionar o conceito de cidadão, originalmente circunscrito à esfera masculina (CUCHET, 2015; 2018).
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