A CARACTERIZAÇÃO DA RAINHA E DO TIRANO NA TRAGÉDIA GREGA: UMA DISCUSSÃO SOBRE GÊNERO E PODER

Autores

  • Camile Eduarda dos Santos Guimarães
  • Marcia Cristina Marcia Cristina

Palavras-chave:

Grécia Antiga, gênero, tirania

Resumo

Nosso objetivo é analisar como o poeta trágico Ésquilo caracterizou Clitemnestra e Egisto. Selecionamos duas tragédias em que é possível traçar um quadro comparativo, são elas: Agamenon e Coéforas (458 a.C) Interessa-nos examinar a construção do caráter, pensado a partir da definição de Temmerman e Boas (2017). Como a rainha, que mata o marido com a ajuda do amante e o empossa no trono de Argos, é caracterizada como uma mulher subversiva, forte e corajosa, enquanto o marido, amante e novo rei é caracterizado como seu contrário, e leva a alcunha de 'o marido de Clitemnestra', em clara alusão a sua inferioridade. Examinaremos qual o espaço de atuação da rainha e do tirano, questionando o lugar da mulher apenas como aquele do interior da casa e o espaço do homem à esfera pública. A partir da categoria de gênero (SCOTT, 1995) e de poder, verificaremos como a sociedade pensava o papel do tirano (BIGNOTTO, 1998) e da mulher na sociedade grega, especialmente a ateniense, do século V a.C. Estaremos atentos aos novos modelos interpretativos, que têm buscado redimensionar o conceito de cidadão, originalmente circunscrito à esfera masculina (CUCHET, 2015; 2018).

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Publicado

2025-05-16

Como Citar

dos Santos Guimarães, C. E., & Marcia Cristina , M. C. (2025). A CARACTERIZAÇÃO DA RAINHA E DO TIRANO NA TRAGÉDIA GREGA: UMA DISCUSSÃO SOBRE GÊNERO E PODER. Seminário Interdisciplinar Em Ensino, Extensão E Pesquisa, 6. Recuperado de https://revistas.uneb.br/sieep/article/view/23915