A MEDEIA DE EURÍPIDES: QUANDO HOMENS E MULHERES LUTAM POR UM LUGAR NA CIDADE
Palavras-chave:
Grécia antiga, gênero, poderResumo
Esta produção, ainda em estágio de elaboração, fruto da Iniciação Científica (2023-2024), possui por objetivo analisar como os personagens Medeia e Jasão são caracterizados pelo tragediógrafo Eurípides na tragédia Medeia, encenada no ano de 431 a.C. Nesse sentido, recorremos aos conceitos de caracterização dos estudiosos Temmerman e Boas (2017), que defendem que a partir de um traço mais profundo que o psicológico e social; eles observam a aparência, as ações habituais e relacionamentos, investigando os efeitos e suas implicações. A partir de perspectivas e lugares distintos, Medeia e Jasão – homem e grego, mulher e bárbara, respectivamente, perseguem um mesmo ideal – ambos lutam por um lugar na cidade e é através do casamento que os personagens vislumbram alcançar seus objetivos. Medeia utiliza de todas as suas artimanhas para a manutenção do casamento com Jasão, o que permite a ela, apesar de todas as restrições impostas por ser estrangeira, o lugar de esposa e mãe, e a manutenção do seu status na sociedade. A categoria de gênero permite pensar em uma compreensão mais ampla do significado de pertença à polis, que não apenas pelo fato de ser um cidadão com direitos civis. Jasão, por seu turno, a despeito de ser um grego, não possuía a cidadania, todas suas ações em busca do casamento com a filha do rei de Corinto têm por objetivo afirmar seu lugar de cidadão da pólis, e de grego. Nossa pesquisa aplica o método da análise do discurso de D. Maingueneau.
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