O PROCESSO DE EUGENIA URBANA: CONFIGURAÇÃO E SEGREGAÇÃO DOS TERRITÓRIOS NEGROS BRASILEIROS
Palavras-chave:
Ensino, Racismo, Segregação socioespacial, Terreiros, População negraResumo
O desenvolvimento das cidades brasileiras foi profundamente influenciado por ideias e práticas de eugenia e branqueamento da população, que se manifestaram nas tentativas de "limpeza" étnica dos bairros das grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, visando separar a população negra dos centros urbanos, perpetuando a desigualdade racial e social. Após a abolição da escravidão, os negros se viram relegados a locais como porões e cortiços nos centros urbanos, devido à chegada de imigrantes europeus e à expansão da economia cafeeira, enquanto a "teoria do branqueamento" buscava inferiorizá-los. Os terreiros de religiões de matriz africana se tornaram refúgios importantes para a comunidade negra, resistindo às políticas urbanas segregacionistas, porém alvo de ataques das autoridades que visavam lucrar com a urbanização. Busca-se, então, através do mapeamento dos terreiros revelar suas distribuições geográfica e suas importâncias culturais, contribuindo para a preservação desses locais, enquanto destacamos a necessidade de um letramento racial na educação básica para compreender como a sociedade se organizou ao longo do tempo nas cidades. A segregação socioespacial reflete um racismo estrutural que relegou os terreiros e suas comunidades para os limites urbanos, privando-as de direitos básicos, evidenciando o papel da elite branca na estruturação das cidades, enquanto o mapeamento e a cartografia revelam a exclusão dos terreiros do direito à cidade.
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