REPRESENTIVIDADE IMPORTA? MULHERES NEGRAS E SUAS APARIÇÕES NO LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA
Palavras-chave:
Mulher, Negra, Livro didático, Ensino de Geografia, EnsinoResumo
O presente artigo busca promover reflexões a respeito das representações da mulher negra na coleção Geografia Geral e do Brasil de João Carlos Moreira e Eustáquio de Sene (2015-2016), da editora Scipione, utilizada nos Colégios Estaduais do município de Malhada-Bahia que fazem parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Para análise dos dados utilizamos a metodologia de análise de conteúdo a partir das proposições de (Bardin 2010). A Categoria a priori selecionada para análise foi “mulher negra”, depois de catalogada apresentou-se os resultados. Os resultados da análise indicam que, na maioria das vezes, a mulher negra é representada no manual como camponesa, mãe de família e imigrante. Além disso, foi observado que em alguns momentos o livro retrata a mulher em uma perspectiva inferior em relação ao homem. Essas representações podem reforçar estereótipos e contribuir para a reprodução de desigualdades de gênero e raciais. Outro resultado encontrado na pesquisa é o racismo estrutural presente nas referências à palavra "negra" no livro. É fundamental reconhecer e questionar essas representações, buscando a promoção de uma abordagem mais inclusiva, igualitária e livre de estereótipos. Essa pesquisa oferece subsídios importantes para refletir sobre a necessidade de revisão e atualização dos materiais didáticos, bem como a importância de incluir perspectivas mais diversas e representativas, que valorizem a diversidade étnica e de gênero, e promovam a igualdade e o respeito mútuo.
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