CAPACIDADE PARA O TRABALHO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

revisão integrativa das evidências científicas

Autores

Resumo

A capacidade para o trabalho constitui um importante indicador da saúde ocupacional, permitindo avaliar a interação entre as condições de saúde dos trabalhadores, as exigências laborais e os recursos disponíveis para o desempenho profissional. No contexto da educação básica, a intensificação das demandas ocupacionais e dos fatores psicossociais tem ampliado a preocupação com a saúde e a permanência dos professores na carreira. Este estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre a capacidade para o trabalho de professores da educação básica, com ênfase nos fatores ocupacionais, psicossociais e organizacionais associados ao Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT). Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conduzida conforme o referencial metodológico de Whittemore e Knafl e as recomendações do PRISMA 2020. As buscas foram realizadas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, SciELO e LILACS, incluindo estudos publicados entre 2020 e 2025 nos idiomas português, inglês e espanhol. Após o processo de seleção, 40 estudos compuseram a amostra final da revisão. As evidências demonstraram que a capacidade para o trabalho é influenciada por fatores relacionados às condições de trabalho, organização institucional, demandas psicossociais, saúde mental, síndrome de Burnout e bem-estar docente. Observou-se que ambientes organizacionais caracterizados por suporte institucional, valorização profissional e melhores condições de trabalho favorecem a manutenção da capacidade laboral, enquanto a sobrecarga ocupacional, o sofrimento psíquico e a insuficiência de recursos organizacionais estão associados à sua redução. Conclui-se que a capacidade para o trabalho representa um importante indicador para a vigilância em saúde do trabalhador docente, podendo subsidiar estratégias de promoção da saúde, prevenção do adoecimento ocupacional e fortalecimento de políticas públicas voltadas à valorização e à permanência saudável dos professores na educação básica.

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Biografia do Autor

Vinicius da Silva Freitas, Universidade Estácio de Sá

Doutor em Ciências da Reabilitação pelo Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM) e Doutor em Educação pela Universidade Estácio de Sá (UNESA). Docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Federal do Acre (UFAC). Editor-chefe da Revista Práxis em Saúde (ISSN: 2966-1056) e presidente geral do CONPEPE - Congresso Nacional de Pesquisas e Práticas em Educação e do CONAPES - Congresso Nacional de Pesquisas em Saúde. Atualmente, é docente da Faculdade Multivix/ES, atuando nos colegiados da área da saúde; Professor pesquisador no Centro Universitário Vale do Cricaré; Fisioterapeuta e pedagogo no Centro Multiprofissional Freitas; e Professor de Educação Física do Município de Itapemirim/ES. Possui experiência nas áreas de Educação Física, com atuação nos campos pedagógico, da reabilitação e do treinamento físico; Fisioterapia, com desenvolvimento de ações de prevenção e procedimentos de intervenção; e Pedagogia, com atuação em mediação escolar e acompanhamento educacional de alunos com necessidades educacionais especiais. Desenvolve pesquisas nas áreas de Políticas Públicas em Educação e Saúde, Formação de Professores, Psicomotricidade, Atividades Físicas Adaptadas, Reabilitação Musculoesquelética Pediátrica e do Adulto, e Saúde do Trabalhador/Ergonomia.

Fabiany Santos Silveira, Faculdade MULTIVIX

Acadêmica de Fisioterapia da Faculdade Multivix Cachoeiro de Itapemirim/ES.

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Publicado

2026-08-28

Como Citar

Freitas, V. da S., & Silveira, F. S. (2026). CAPACIDADE PARA O TRABALHO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA: revisão integrativa das evidências científicas. Scientia: Revista Científica Multidisciplinar, 11(5), 468–498. Recuperado de https://revistas.uneb.br/scientia/article/view/29724