QUESTÕES SOBRE A SUSTENTABILIDADE E A JUSTIÇA ENERGÉTICA NO CAPITAL
Resumo
Tratou-se de um estudo teórico de caráter ensaístico que desenvolveu reflexões sobre a sustentabilidade energética. Em termos de objetivo, buscou-se analisar a questão da sustentabilidade energética, bem como suas relações com os arranjos capitalistas. E, ao nível específico, compreender a justiça energética no ínterim entre tecnologia, cultura e sociedade. Metodologicamente, utilizou-se da orientação da jardinagem teórica de Hall, para realizar uma sutura teórica em prol da compreensão da sustentabilidade energética imersa na malha do capital, bem como suas relações com a natureza, técnica e justiça. Sobre os resultados, evidenciou-se como as alterações tecnológicas afetam as relações de sociais, insuflando um rápido crescimento na capitalização. Destarte, mesmo que as energias renováveis assumam o protagonismo da produção energética, ainda atuarão dentro de um paradigma capitalista, de dimensões predatórias e superconsumidoras diante a condição humana e a natureza. Já, sobre a justiça energética, obteve-se que a questão central está no fato de que a maioria de indivíduos que se encontram em vulnerabilidade energética e ambiental, estão classificados pelo capital e suas ordens de hierarquização social, por meio de significantes de classe, gênero e etnia. Isto posto, a justiça energética se constitui por intermédio da alquimia entre resistências às desigualdades tecnológicas e sociais e diferentes maneiras de produzir e experimentar novas tecnologias. Assim, as práticas sustentáveis devem se construir como transformações estruturais diante relações metabólicas sociotecnológicas, inscrevendo-se como um fato que intervém nos reais sociais, no âmago de antigas estruturas sociais de opressão.
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