JOGO DA MEMÓRIA ENQUANTO TECNOLOGIA EDUCACIONAL ANTIRRACISTA NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM

Autores

Palavras-chave:

Jogo da memória, Enfermagem, Antirracismo

Resumo

Introdução: A educação formal no Brasil segue reproduzindo um currículo branco-eurocentrado, que leva em conta somente a experiência do continente europeu, o que inclui a América do Norte, e universaliza suas experiências. E essa situação também está muito presente na formação em enfermagem. É impossível encontrar uma estudante de enfermagem no Brasil que não tenha estudado sobre Florence Nightingale e o processo que a transformou no símbolo da enfermagem moderna ocidental. Florence Nightingale foi uma senhora branca, rica, da elite da Inglaterra vitoriana e a historiografia da enfermagem está centrada nessa única mulher. A ideia mítica de Nightingale como a enfermeira padrão, ideal historicamente construído a partir de valores raciais, de gênero e de classe, serviu para promover a supremacia branca na enfermagem. No Brasil, as relações étnico-raciais são formadas historicamente mediante a construção de imagens e representações sociais, que circulam e produzem sentidos e consequências. Algumas representações ganham maior visibilidade e passam a ser consideradas como expressão da realidade social. Na sociedade brasileira, as representações que prevalecem são construídas por narrativas hegemônicas racistas, capazes de representar um grupo social (branco) em detrimento de outros (negros e indígenas). Assim, é preciso contar as histórias das pessoas negras que também contribuíram para a formação da enfermagem no Brasil e no mundo. Objetivo: Apresentar o jogo da memória ‘Enfermagem Negra’ para mediar processos de ensino-aprendizagem antirracistas na formação em saúde. Metodologia: Pesquisa metodológica, sendo aquela que investiga, organiza e analisa dados para construir, validar e avaliar instrumentos e técnicas de pesquisa com vistas a melhorar a confiabilidade e validade desses instrumentos. Resultados: O jogo da memória é composto por 17 pessoas negras ou grupos negros que contribuíram para a construção e profissionalização da enfermagem, no Brasil e no Mundo. Encontra-se disponível para download no repositório da universidade (https://saberaberto.uneb.br/handle/20.500.11896/9944) Conclusão: É preciso que os currículos assumam o compromisso ético de fomentar o debate étnico-racial na formação e construir uma identidade profissional que abarque, verdadeiramente, a diversidade que sempre conformou a Enfermagem no Brasil, produzindo assim uma descolonização urgente da narrativa histórica da profissão.

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Biografia do Autor

Suiane Costa Ferreira, Professora no Mestrado Profissional em Saúde Coletiva da Universidade do Estado da Bahia - Brasil

Doutora em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia. 

Referências

Não se aplica

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Publicado

2026-04-23

Como Citar

Ferreira, S. C. (2026). JOGO DA MEMÓRIA ENQUANTO TECNOLOGIA EDUCACIONAL ANTIRRACISTA NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM. Práticas E Cuidado: Revista De Saúde Coletiva, 7(Esp.1), e28506. Recuperado de https://revistas.uneb.br/saudecoletiva/article/view/28506