USO DO BRINQUEDO TERAPÊUTICO INSTRUTIVO COMO FERRAMENTA DO CUIDADO PARA PLANO DE ALTA DE LACTENTE EM USO DE SONDA FOLEY: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Palavras-chave:
Brinquedo terapêutico, Hospitalização infantil, Enfermagem, Cuidado à criançaResumo
Introdução: O brinquedo terapêutico constitui um recurso essencial na prática pediátrica, contribuindo para a humanização do cuidado, redução da ansiedade e melhor compreensão de procedimentos, especialmente os invasivos. Durante a hospitalização infantil, pais e cuidadores frequentemente vivenciam sentimentos de insegurança relacionados ao ambiente hospitalar, à doença e ao tratamento. A inclusão da família no cuidado favorece o modelo de cuidado centrado na família, respeitando a individualidade e a integralidade da assistência. Nesse contexto, o uso do Brinquedo Terapêutico Instrutivo no plano de alta mostra-se uma estratégia eficaz para promover compreensão, segurança e preparo para o cuidado domiciliar. Objetivo: Relatar a experiência de discentes do curso de Enfermagem na utilização do Brinquedo Terapêutico Instrutivo como ferramenta de cuidado no preparo do plano de alta de um lactente em uso de sonda Foley. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, referente às atividades de práticas assistenciais desenvolvidas pelas discentes do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Campus I com a finalidade de promover a educação em saúde, realizadas por meio do uso de brinquedo terapêutico com crianças hospitalizadas. As atividades foram desenvolvidas na unidade pediátrica de um hospital de grande porte localizado no estado da Bahia, no contexto do componente curricular Enfermagem na Atenção à Criança e ao Adolescente Hospitalizado no mês de novembro de 2025. Resultado: O brinquedo terapêutico é um recurso estruturado que possibilita à criança expressar sentimentos, medos e dúvidas relacionados ao processo de adoecimento e às intervenções terapêuticas. Quando utilizado em serviços de emergência pediátrica, reduzem resistência e melhora aceitação à procedimentos. Além disso, o seu uso sistematizado pela equipe de Enfermagem qualifica o cuidado, humaniza a assistência e fortalece a prática baseada em evidências na pediatria hospitalar. Por fim, no contexto terapêutico das crianças em regime de internação, o brincar oferece uma realidade alternativa e torna-se estratégia de enfrentamento ao estresse, contribuindo para a interação das crianças e dos seus acompanhantes com os profissionais de saúde, possibilitando a comunicação efetiva e a troca de informações, que possui como consequência a tomada de decisões mais consciente e humanizada focada nas particularidades de cada criança. A utilização do brinquedo terapêutico evidenciou seu potencial como estratégia lúdica capaz de qualificar o cuidado em pediatria. Observou-se a participação ativa da cuidadora, que demonstrou interesse, esclareceu dúvidas e reproduziu corretamente os cuidados ensinados, favorecendo a construção compartilhada do conhecimento. Essa abordagem contribuiu para reduzir inseguranças quanto ao manejo da sonda Foley, aumentar a confiança para o cuidado domiciliar e fortalecer o vínculo entre equipe de enfermagem, família e paciente. O ambiente lúdico possibilitou comunicação efetiva, acolhimento e maior autonomia da cuidadora. Conclusão: O brinquedo terapêutico mostrou-se uma ferramenta eficaz na educação em saúde, na humanização da assistência e na facilitação da transição hospital–domicílio. A experiência reforça sua relevância para uma alta mais segura, consciente e tranquila, com impacto positivo na qualidade do cuidado à criança.
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