Vivências maternas em uma unidade de terapia intensiva neonatal: um estudo otobiográfico
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2026.v11.n26.e1315Palavras-chave:
Recém-nascido prematuro., Unidades de Terapia Intensiva Neonatal., Comportamento Materno.Resumo
O aumento da sobrevida de recém-nascidos (RN) cada vez menores e vulneráveis representa melhoria no pré-natal e no período perinatal. Entretanto, a morbidade a curto e a longo prazos não acompanhou a redução da mortalidade. O objetivo foi ouvir as mães de RNs prematuros acerca de vivências relacionadas ao período de internação em uma UTI neonatal. Esta pesquisa contou com as contribuições teóricas acerca de vivências pela leitura de Friedrich Nietzsche e com a filosofia do francês Jacques Derrida sobre hospitalidade, acolhimento e acontecimento. Trata-se de uma pesquisa qualitativa. O método otobiográfico, que se caracteriza por uma escuta de autobiografias, foi a estratégia de investigação utilizada na realização das oficinas, entrevistas e tratamento dos escritos de mães de RNs prematuros durante a internação em uma UTI neonatal. Os resultados permitiram uma aproximação a vivências destas mães, apontando o medo e a insegurança como sentimentos muito presentes. Mostraram a separação e as rotinas hospitalares como dificuldades; a equipe vista como suporte quando utiliza comunicação clara e estratégias de aproximação com o bebê; fragilidades no desenvolvimento da parentalidade. Ouvir as narrativas de vida das mães e tentar transformá-las em pistas é algo extremamente valioso e que pode favorecer a assistência ao binômio.
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