A condição de ser invisível: narrativas de um morador de Belo Horizonte em situação de rua
NARRATIVES OF A HOMELESS PERSON IN BELO HORIZONTE
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2026.v11.n26.e1312Palavras-chave:
Pesquisa narrativa, Problemas sociais, Situação de ruaResumo
Este artigo discorre acerca da realidade social e expectativas de um indivíduo de Belo Horizonte em situação de rua, que reside ao lado de um dos mais relevantes museus da cidade: o Museu de Artes e Ofícios. Como forma de captar aspectos subjetivos da vida do entrevistado que é parte integrante do cotidiano da cidade, optou-se pela entrevista narrativa enquanto metodologia de pesquisa. Três categorias foram eleitas para análise, sendo elas: ‘A família e trabalho’, ‘O medo das ruas’, e ‘O abismo entre o morador e o museu’, que revelaram algumas das fragilidades que permeiam o entrevistado. Por fim, destacamos as contribuições da entrevista narrativa para este estudo, bem como a necessidade de se pensar em políticas públicas efetivas voltadas para a solução deste, que é um dos muitos problemas sociais contemporâneos.
Downloads
Referências
ANDRADE JÚNIOR, Luiz Fernando Campos de. Ocupa Belo Horizonte: cultura, cidadania e fluxos informacionais no duelo de MCs. 2013. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2013.
ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Texto, contexto e significados: algumas questões na análise de dados qualitativos. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n. 45, p. 66-71, maio 1983. Disponível em: https://publicacoes.fcc.org.br/index.php/cp/article/view/1491/1485. Acesso em: 18 dez. 2021.
ARQUIVO PÚBLICO DA CIDADE DE BELO HORIZONTE (APCBH). Histórias de bairros Belo Horizonte: regional oeste. Belo Horizonte: APCBH/Fundação Municipal de Cultura, 2011. p. 9-30.
BARRETO, Abílio. Belo Horizonte: memória histórica e descritiva - história antiga e história média. Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, Centro de Estudos Históricos e Culturais, 1996.
BELO HORIZONTE (MG). Prefeitura. Albergue Tia Branca: mais segurança para pessoas em situação de vulnerabilidade. Belo Horizonte, 2018. Disponível em: https://prefeitura.pbh.gov.br/noticias/albergue-tia-branca-mais-seguranca-para-pessoas-em-situacao-de-vulnerabilidade. Acesso em: 11 mar. 2023.
BELO HORIZONTE (MG). Prefeitura. Cadastro Único. Disponível em: https://prefeitura.pbh.gov.br/assistencia-social/cadastro-unico. Acesso em: 25 jan. 2026.
BELO HORIZONTE (MG). Prefeitura. Museu Histórico Abílio Barreto. Belo Horizonte, 2018 Disponível em: https://prefeitura.pbh.gov.br/fundacao-municipal-de-cultura/museus/mhab. Acesso em: 27 mar. 2023.
BOURDIEU, Pierre. Efeitos do Lugar. In: BOURDIEU, Pierre (org.) A miséria do mundo. Petrópolis: Editora Vozes, 1997.
BOURDIEU, Pierre et al. A miséria do mundo. Tradução Mateus S. Soares Azevedo et al. Petrópolis: Vozes, 2008.
DELORY-MOMBERGER, Christine. Abordagens metodológicas na pesquisa biográfica. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 17, n. 523-740, set./dez. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/5JPSdp5W75LB3cZW9C3Bk9c/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 25 jan. 2026.
DIAS, André Luiz Freitas et. al. População em situação de rua: violações de direitos e (de) dados relacionados à aplicação do CadÚnico em Belo Horizonte, Minas Gerais. Belo Horizonte: Marginália, 2021.
FERNANDES, Patricia Capanema Alvares. A fundação de Belo Horizonte: ordem, progresso e higiene, mas não para todos. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 23, n. 52, p. 1061-1084, set./dez. 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cm/a/rrwshbpmkVHZtLnr5xJ84rx/abstract/?lang=pt. Acesso em: 16 dez. 2021.
FERRAROTTI, Franco. Sobre a autonomia do método biográfico. In: NÓVOA, António; FINGER, Mathias (org.). O método (auto)biográfico e a formação. Lisboa: Pentaedro, 1987. p. 29-55.
GARCIA, Adriane. Arraial do Curral del Rei: a desmemória dos bois. Belo Horizonte: Conceito Editorial, 2019. Não paginado.
GÓIS JUNIOR, Edivaldo. Os higienistas e a educação física: a história de seus ideais. 2000. Dissertação (Mestrado em Educação Física) – Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, 2000.
IPHAN. História – Belo Horizonte (MG). Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1832/. Acesso em: 25 jan. 2026.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.
IPEA. População em situação de rua cresce e fica mais exposta à covid-19. Brasília, DF, 2023. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/2220-populacao-em-situacao-de-rua-cresce-e-fica-mais-exposta-a-covid-19. Acesso em: 27 mar. 2023.
JOSSO, Marie-Christine. A transformação de si a partir da narração de histórias de vida. Educação, Porto Alegre, ano 30, n. 3(63), p. 413-438, set./dez. 2007.
JOVCHELOVITCH, Sandra; BAUER, Martin W. Entrevista narrativa. In: BAUER, Martin W.; GASKELL, George. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2002. p. 90-113.
NAKAYAMA, Bárbara Cristina Moreira Sicardi. Leitura e produção do conhecimento e potencialidade heurística das narrativas educativas. In: NUNES, Célia Maria Fernandes; ARAÚJO, Regina Magna Bonifácio de (org.). Narrativas de professores em formação: o significado de ser pedagogo. Jundiaí: Paco Editorial, 2015. p. 15-36.
PASSEGGI, Maria da Conceição. Narrativas da experiência na pesquisa-formação: do sujeito epistêmico ao sujeito biográfico. Roteiro, Joaçaba, v. 41, n. 1, p. 67-86, jan./abr. 2016.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez, 2016.
SILVA, Hélio; MILITO, Cláudia. Vozes do meio-fio. Rio de Janeiro: Relume & Dumará, 1994.




































