Das cartas de tarô: possibilidades formativas para pensar a pesquisa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2025.v10.n25.e1241

Palavras-chave:

Pesquisa, Linguagem, Processos de subjetivação

Resumo

Neste artigo socializamos a experiência formativa, junto a estudantes da PG em Educação, no contexto da disciplina Seminários de Pesquisa em Linguagem - Experiência - Memória - Formação. Com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento de seus projetos de pesquisa, buscamos ampliar horizontes teóricos, inventivos, argumentativos, propondo, como um dos focos da disciplina, o exercício de reflexão do processo de investigação como um percurso próprio e singular. Foi proposta a leitura de “O castelo dos destinos cruzados”, de Italo Calvino, que relata a forma como um grupo de viajantes, ao se encontrar em um castelo em meio a um bosque, e impossibilitados de falar, dizem de seus percursos, compondo com cartas de tarô, em que uma carta arremata uma história e dá início a outra. Da problematização do texto, solicitamos a apresentação de uma produção/criação de uma imagem, à moda de uma “carta de tarô”, trazendo aspectos significativos das pesquisas. A leitura das “cartas de tarô”, produzidas como narrativas do processo de pesquisa vivido, é como um jogo de espelhos que duplicam percepções e sentidos. Ler as “cartas de tarô” em sua potencialidade de formação, demarcada pela linguagem em sua infinitude, remete a potentes processos de subjetivação e singularidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Rosa Rodrigues Martins de Camargo, Universidade Estadual Paulista

Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2000). É livre-docente em Didática pela Universidade Estadual Paulista. Atualmente é professora adjunta (aposentada) na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Vice-líder do Grupo de Estudos Escola, Formação e Alteridade (GREEFA, UNESP, CNPq).

Laura Noemi Chaluh, Universidade Estadual Paulista

Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professora Associada do Departamento de Educação da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus Rio Claro. Livre docente em Pesquisa Educacional e cotidiano escolar. Líder do Grupo de Estudos Escola, Formação e Alteridade (GREEFA, UNESP, CNPq). Vice-líder do Grupo de Estudos e Pesquisas Linguagens Experiência e Formação (GEPLinguagens, UNESP, CNPq).

Referências

ALVES, Nilda. Decifrando o pergaminho: o cotidiano das escolas nas lógicas das redes cotidianas. In: OLIVERIA, Inês Barbosa de; ALVES, Nilda (Org.). Pesquisa no/do cotidiano das escolas: sobre redes de saberes. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. p. 13-38.

AMORIM, Marília. A contribuição de Mikhail Bakhtin: a tripla articulação ética, estética e epistemológica. In: FREITAS, Maria Teresa; JOBIM e SOUZA, Solange; KRAMER, Sonia (Orgs.). Ciências humanas e pesquisa: leitura de Mikhail Bakhtin. São Paulo: Cortez, 2003. p. 11-25.

AMORIM, Marilia. O pesquisador e seu outro: Bakhtin nas ciências humanas. São Paulo: Musa Editora, 2004. p. 23-92.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. Introdução e tradução do russo por Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BAKHTIN, Mikhail. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

BARTHES, Roland. Aula. São Paulo: Cultrix, 1977.

BRASIL, Rosa Maria de Souza. Do ato fotográfico ao texto escrito: experiências em (com)vivências estéticas. In: BRASIL, Rosa; MIOTELLO, Valdermir. O fora da escola: dinâmicas em vivências no cotidiano. Belém: L&A Editora, 2014. p. 11-36.

CALVINO, Italo. O castelo dos destinos cruzados. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.

CAMARGO, Maria Rosa Rodrigues Martins. Literatura - Experimentação – Vácuo. Aportes para uma política de formação. In: MIGNOT, Ana Chystina, MORAES, Dislane Zerbinatti, MARTINS, Raimundo (org). Atos de biogr@far: narrativas digitais, história, literatura e artes. Curitiba: CRV, 2018. p. 39-49.

CHALUH, Laura Noemi. Professores em formação: aprendizados na roda de samba. In: CAMARGO, Maria Rosa Rodrigues Martins; LEITE, Cesar Donizetti Pereira; CHALUH, Laura Noemi. Linguagens e Imagens: educação e políticas de subjetivação. Petrópolis, RJ: De Petrus et Alii, 2014. p. 113-137.

CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

FOUCAULT, Michel. Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009.

GULLAR, Ferreira. Educar o educador. In: GULLAR, Ferreira. Indagações de Hoje. Rio de Janeiro: José Olympo, 1989. p. 152-157. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/6/3/educar-o-educador. Acessado em: 14 jan. 2025.

LARROSA, Jorge. La experiencia de la lectura: estudios sobre literatura y formación. Barcelona: Laertes S.A., 1996.

LARROSA, Jorge. Palavras desde o limbo. Notas para outra pesquisa na Educação ou, talvez, para outra coisa que não a pesquisa em Educação. Revista Teias v. 13, n. 27, 287-298, jan./abr. 2012. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revistateias/article/view/24265. Acessado em: 05 set. 2024.

LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990.

PONZIO, Augusto. A concepção bakhtiniana do ato como dar um passo. In: BAKHTIN, Mikhail Mikhailovich. Para uma filosofia do ato responsável. São Carlos: Pedro & João Editores, 2010. p. 9-37.

Downloads

Publicado

2025-11-30

Como Citar

CAMARGO, M. R. R. M. de; CHALUH, L. N. Das cartas de tarô: possibilidades formativas para pensar a pesquisa. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)biográfica, [S. l.], v. 10, n. 25, p. e1241, 2025. DOI: 10.31892/rbpab2525-426X.2025.v10.n25.e1241. Disponível em: https://revistas.uneb.br/rbpab/article/view/17496. Acesso em: 15 jan. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Literatura, narrativa e (auto)biografia