Das cartas de tarô: possibilidades formativas para pensar a pesquisa
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2025.v10.n25.e1241Palavras-chave:
Pesquisa, Linguagem, Processos de subjetivaçãoResumo
Neste artigo socializamos a experiência formativa, junto a estudantes da PG em Educação, no contexto da disciplina Seminários de Pesquisa em Linguagem - Experiência - Memória - Formação. Com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento de seus projetos de pesquisa, buscamos ampliar horizontes teóricos, inventivos, argumentativos, propondo, como um dos focos da disciplina, o exercício de reflexão do processo de investigação como um percurso próprio e singular. Foi proposta a leitura de “O castelo dos destinos cruzados”, de Italo Calvino, que relata a forma como um grupo de viajantes, ao se encontrar em um castelo em meio a um bosque, e impossibilitados de falar, dizem de seus percursos, compondo com cartas de tarô, em que uma carta arremata uma história e dá início a outra. Da problematização do texto, solicitamos a apresentação de uma produção/criação de uma imagem, à moda de uma “carta de tarô”, trazendo aspectos significativos das pesquisas. A leitura das “cartas de tarô”, produzidas como narrativas do processo de pesquisa vivido, é como um jogo de espelhos que duplicam percepções e sentidos. Ler as “cartas de tarô” em sua potencialidade de formação, demarcada pela linguagem em sua infinitude, remete a potentes processos de subjetivação e singularidade.
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