A gênese da jornada: histórias de vida, memórias e redes educativas
DOI:
https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426X.2025.v10.n25.e1248Palavras-chave:
histórias de vida; cotidianos escolares; redes educativas.Resumo
Este texto tem como objetivo compreender os conhecimentossignificações engendrados a partir das histórias de vida de uma das autoras. Acreditamos, assim como Alves, na ideia de que formamos e somos formados por múltiplas e diferentes redes de conhecimentossignificações e circulamos por diferentes espaçostempos. Neste movimento de ir e vir, sentirfazerpensar criamos, recriamos, transformamos, deslocamos, modificamos, migramos, inventamos e reinventamos a nós mesmos e ao mundo. Esses movimentos migratórios se justificam pela necessidade de sobrevivência, de manutenção da existência. Os acontecimentos que nos atravessam e produzem outras experiências. A dimensão da vida e a riqueza dos cotidianos possibilitam criações e resistências conforme compreendemos teórico-epistemologicamente com Certeau, Deleuze, Alves, Oliveira e tantos outros intercessores que embasam as pesquisas nos/dos/com os cotidianos as quais somos participantes. Desenvolvemos a compreensão de que essas formações, criam modos de aprenderensinar. Trabalhamos com ideias centrais nesta corrente: as conversas como lócus principal de desenvolvimento das pesquisas; os elementos que surgem nos processos das pesquisas como nossos personagens conceituais; os diversos movimentos necessários às pesquisas; as múltiplas e complexas redes educativas. Compreendemos que as imagens, os sons e as narrativas produzidas nas conversas são personagens conceituais articuladores das conversas e provocador da criação de conhecimentossignificações.
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