Inteligência Artificial, empresas transnacionais e colonialidade de dados
desafios ao direito à soberania informacional no Sul Global
DOI:
https://doi.org/10.30620/pdi.v15n2.p87Palavras-chave:
Inteligência artificial. Empresas e direitos humanos. Colonialidade. Sul Global. Direitos humanos.Resumo
Este artigo analisa criticamente a colonialidade algorítmica como uma nova etapa da dominação global, marcada pela apropriação massiva de dados e pelo controle algorítmico das dinâmicas sociais, políticas e econômicas. A consolidação da Inteligência Artificial (IA) no século XXI está Intrinsecamente ligada a estruturas históricas de colonialismo e extrativismo Informacional, especialmente nos países do Sul Global, onde tecnologias são impostas de forma assimétrica, agravando desigualdades e ameaçando a soberania digital. A pesquisa adota abordagem qualitativa e Interdisciplinar, com base em revisão bibliográfica e análise de casos como o Projeto Hórus, o megacentro de dados do Google no Chile e o Free Basics na Índia. O marco teórico se apoia na teoria da colonialidade do poder, nas críticas ao neoliberalismo e na concepção de data colonialism, demonstrando como algoritmos reforçam processos de subordinação epistêmica e precarização social. O artigo organiza-se em três eixos: a crítica à lógica extrativista dos dados; os impactos sobre os direitos humanos e a autodeterminação Informacional; e propostas para fortalecer a autonomia tecnopolítica por meio de regulação ética, devida diligência tecnológica e cooperação Sul-Sul. Em parte, conclui-se que enfrentar a colonialidade algorítmica é afirmar um projeto político de justiça digital e emancipação coletiva.
Submissão: 30 set. 2025 ⊶ Aceite: 29 out. 2025
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