Descolonizando algoritmos

epistemologias críticas e alternativas à IA hegemônica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30620/pdi.v15n2.p159

Palavras-chave:

Descolonização. Algoritmos. Epistemologias críticas. Inteligência artificial.

Resumo

A Inteligência artificial tem se consolidado como uma tecnologia hegemônica, moldada por valores, Interesses e perspectivas dominantes que frequentemente reproduzem desigualdades históricas, sociais e culturais. Nesse contexto, torna-se essencial refletir sobre epistemologias críticas capazes de questionar as bases de desenvolvimento desses sistemas e propor alternativas que considerem a diversidade de saberes, experiências e cosmovisões. A descolonização dos algoritmos emerge, assim, como um campo de Investigação que busca superar modelos reducionistas, confrontando as estruturas de poder que permeiam a construção e aplicação da IA. O objetivo geral deste estudo é analisar de que forma as epistemologias críticas contribuem para descolonizar algoritmos e propor alternativas à Inteligência artificial hegemônica. Como objetivos específicos, o trabalho busca compreender os mecanismos de reprodução de desigualdades nos sistemas algorítmicos, explorar perspectivas teóricas que questionem a neutralidade tecnológica e identificar possibilidades de construção de modelos Inclusivos e plurais. O problema de pesquisa que orienta a Investigação é: como epistemologias críticas podem auxiliar na construção de alternativas à Inteligência artificial hegemônica e na descolonização de algoritmos? A metodologia adotada foi bibliográfica, fundamentada na análise crítica de referenciais que discutem a relação entre tecnologia, colonialidade e epistemologias alternativas. Os resultados apontam que a reflexão descolonial sobre algoritmos evidencia o caráter político e cultural da IA, permitindo identificar limites da hegemonia tecnológica e abrindo espaço para práticas mais Inclusivas, éticas e contextualizadas. Conclui-se que a descolonização da Inteligência artificial é um caminho viável e necessário para democratizar o desenvolvimento tecnológico e reconhecer a pluralidade de saberes.

Submissão: 27 set. 2025 ⊶ Aceite: 30 out. 2025

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Biografia do Autor

Maria Gabrielle Fernandes Vieira de Sousa, Universidade Federal do ABC – UFABC

Mestranda em Ciências Sociais pela UFABC.

Mariana da Conceição de Campos, Universidade do Estado do Amazonas – UEA

Mestranda em Educação em Ciências na Amazônia-PPGEEC pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Realizou o curso de aperfeiçoamento Alfabetização Baseada na Ciência de parceria Internacional Brasil/Portugal entre as Instituições: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Secretaria de Alfabetização (Sealf) do Ministério da Educação; a Universidade do Porto (UP), o Instituto Politécnico do Porto (IPP) e a Universidade Aberta de Portugal (UAb). Possui graduação em Pedagogia pela União Metropolitana de Educação e Cultura UNIME-BA (2018). É Docente Servidora Pública na Secretaria Municipal de Educação, Manaus-AM. Atuando na primeira etapa Educação Básica. Participou de palestras e eventos com professores (as) renomados (as) da educação brasileira, tais como: professor Dr. Dermerval Saviani, Professora Dr. Magda Soares. Possui experiência em Educação do Campo, de Indígenas e crianças imigrantes refugiadas da Venezuela.

Judix José Chiyaya, Universidade Federal do Paraná – UFPR

Graduação em psicologia (2023), pós-graduado-graduado em Teologia e Interpretação Bíblica (2024), Pós-graduando em Fenomenologia, Clínica e Saúde Mental. Tem Interesse na área de Psicologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Fenomenologia, Fenomenologia Husserliana, Psicoterapias, Abordagens Fenomenológicas e Existenciais, Psicologia da Religião, História da Psicologia e Pesquisa Fenomenológica, Psicologia Clínica, Processos de Saúde/Doença, Psicopatologia e Saúde Mental. Membro do Grupo de Pesquisa: Estudos Fenomenológicos em Primeiras Crises Psicóticas e do grupo de extensão PEQUI-Primeiras Crises. Membro do Laboratório de Fenomenologia e Subjetividade da Universidade Federal do Paraná – CNPq. Membro do Laboratório de Pesquisa e Intervenção Sociopolítica e Socioambiental (LaPPS/FAE).

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Publicado

2026-04-17

Como Citar

SOUSA, M. G. F. V. de; CAMPOS, M. da C. de; CHIYAYA, J. J. Descolonizando algoritmos: epistemologias críticas e alternativas à IA hegemônica. Pontos de Interrogação – Revista de Crítica Cultural, Alagoinhas-BA: Laboratório de Edição Fábrica de Letras - UNEB, v. 15, n. 2, p. 159–183, 2026. DOI: 10.30620/pdi.v15n2.p159. Disponível em: https://revistas.uneb.br/pontosdeint/article/view/v15n2p159. Acesso em: 13 out. 2026.