Ecoepidemiologia de Acidentes por Abelhas na Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento Petrolina e Juazeiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59360/ouricuri.vol15.i1.a20011

Palavras-chave:

Alergia à Picada de Abelha, Epidemiologia, Brasil

Resumo

A incidência de acidentes por picadas de abelhas tem aumentado progressivamente no Brasil, principalmente após disseminação de espécies himenópteras africanizadas, mudanças climáticas e antropomórficas do ambiente, destacando-se a influência do clima árido ou semiárido, predominante na Região Nordeste do Brasil. Na Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento do Polo Petrolina e Juazeiro, de importância socioeconômica para o Nordeste, tem sido relatados acidentes por picadas de abelhas, inclusive em áreas urbanas e alguns casos, com evolução fatal. O presente estudo visou apresentar uma análise ecoepidemiológica dos acidentes por abelhas na referida região entre 2010 e 2022, por meio de dados epidemiológicos obtidos através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, do Ministério da Saúde do Brasil. Petrolina foi o município com maior número de casos no estado de Pernambuco (1333 notificações) e Juazeiro, o terceiro com maior número de acidentes no estado da Bahia (345). A incidência cumulativa foi de 331 casos a cada 100.000 pessoas na região no período estudado, com um risco relativo de acidentes, por abelhas, 2 vezes maior que o agregado dos estados da Bahia e Pernambuco, e 3 vezes superior ao Brasil, com coeficiente de letalidade de 0,35%. Esses indicadores alarmantes ressaltam a necessidade de investigações aprofundadas para subsidiar respostas adequadas a incidentes com picadas de abelhas na região, bem como esforços para mitigar a ocorrência de eventos graves.

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Biografia do Autor

Enzo Loandos Oliveira, UNEB (Universidade do Estado da Bahia)

Médico pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Endocrinologista pelo Hospital Universitário Professor Edgard Santos - UFBA. Mestrando em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental - Universidade do Estado da Bahia. Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro-BA

Marília Victória de Souza Moreira, Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Médica formada pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública. Nefrologista pelo Hospital Universitário Professor Edgard Santos - UFBA. Mestre em Ciências da Saúde e Biológicas pela Universidade Federal do Vale do São Francisco. Docente do Curso de Medicina da Faculdade Estácio IDOMED de Juazeiro-BA. Aluna Especial do Programa de Pós-Graduação em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental da Universidade do Estado da Bahia (PPGEcoH-UNEB)

Artur Gomes Dias-Lima, Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal da Bahia. Mestre em Ciências Biológicas (Entomologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA. Doutor em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz - IOC/Fiocruz. Docente do Programa de Pós Graduação em Ecologia Humana - PPGECoH da Universidade do Estado da Bahia. Docente da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

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Publicado

2025-05-16

Como Citar

OLIVEIRA, E. L.; DE SOUZA MOREIRA, M. V.; GOMES DIAS-LIMA, A. Ecoepidemiologia de Acidentes por Abelhas na Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento Petrolina e Juazeiro. Revista Ouricuri, Brasil, v. 15, n. 1, p. 03–15, 2025. DOI: 10.59360/ouricuri.vol15.i1.a20011. Disponível em: https://revistas.uneb.br/ouricuri/article/view/20011. Acesso em: 17 out. 2026.

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