Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva <p>A Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva (PC-RESC) (eISSN: 2675-7591) , instituída no ano de 2020, é um periódico vinculado à Área de Saúde Coletivaà, ao Programa de Residência de Multiprofissional de Saúde e ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (MEPISCO) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). A PC-RESC é editada em sistema de fluxo contínuo para submissão e publicação. O escopo da PC-RESC inclui produções com enfoque multidisciplinar e interprofissional no campo da Saúde Coletiva. A PC-RESC publica dossiês temáticos, relatos de experiências e/ou de casos, artigos originais, revisões de literatura, resenhas e carta ao editor, aceitos após processo de revisão, nas línguas <strong>portuguesa, espanhola, francesa&nbsp;</strong>e&nbsp;<strong>inglesa</strong>&nbsp;conforme normatização apresentada nas diretrizes para autoras(es).</p> pt-BR <p><strong>Direitos Autorais</strong></p> <p>A submissão de originais para a Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva (PC-RESC) implica na transferência, pelas(os) autoras(es), dos direitos de publicação. Os direitos autorais para os manuscritos publicados nesta revista são das(os) autoras(es), com direitos da PC-RESC sobre a primeira publicação. 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Utilizei oficinas de escritas, com leituras prévias dos livros Carolina Maria de Jesus e o uso de dados de documentos do projeto Cartas do Cárcere.&nbsp; <strong>Resultados:</strong> As narrativas expressas nas oficinas evidenciaram apelos, confissões, angústias, desesperanças, e que o cárcere desempenha, em nosso tempo, o sequestro da palavra, assim as cartas configuraram resistência a esse processo de violento silenciamento. Considerando que as taxas de transtornos mentais são mais elevadas em pessoas privadas de liberdade associado ao confinamento e a determinantes sociais como o preconceito racial, a desigualdade social e de gênero. <strong>Conclusão:</strong> Este estudo revelou a complexidade de trabalhar com um quadro que reflete um contexto estrutural de discriminação, subalternização e precarização da mulher encarcerada, com isso a urgência na inversão da lógica do pensamento hegemônico. Todavia destaco a relevância das oficinas que mitigaram alivio aos sofrimentos psíquicos que passam cotidianamente as aprisionadas, contribuindo para que acionassem mecanismos inconscientes para elaborar e ressignificar suas existências dentro e fora do cárcere.</p> Lúcia Mariaci Ribeiro Martins Copyright (c) 2023 Lúcia Mariaci Ribeiro Martins https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/14494 sex, 06 jan 2023 00:05:55 -0300 TUBERCULOSE PULMONAR NO DISTRITO FEDERAL: OCORRÊNCIA DE ÓBITOS E O ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/15205 <p><strong>Objetivo:</strong> Analisar a distribuição dos óbitos por tuberculose pulmonar no Distrito Federal conforme as distâncias das residências dos indivíduos em relação às Unidades Básicas de Saúde nos anos de 2010 a 2020. <strong>Método: </strong>Estudo ecológico do tipo base territorial tendo como base dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade - SIM. Foram incluídos todos os óbitos por Tuberculose pulmonar dos indivíduos residentes no Distrito Federal que ocorreram entre 2010 e 2020 e realizado o georreferenciamento dos casos de óbitos pela doença, bem como das Unidades Básicas de Saúde do Distrito Federal. A mensuração das distâncias foi realizada no app MyMaps. <strong>Resultados:</strong> O estudo apontou que 49,5% dos óbitos do DF ocorreram nas regiões de saúde Oeste e Sudoeste. A média de distância encontrada da moradia da pessoa que veio a óbito em relação a UBS mais próxima foi de 1373,81 metros. A região que possuiu a maior média de distância em metros foi a região de saúde Central, além disso, 55,5% da população do estudo necessitava se deslocar 1000 metros ou mais para ter acesso a serviços de APS. <strong>Conclusão:</strong> Este estudo mostrou que as pessoas precisaram se deslocar mais de 1000 metros para acessar o serviço de Atenção Primária à Saúde. Os achados neste estudo são úteis para que os gestores do sistema de saúde e os agentes do poder público tomem decisões para melhoria de acesso da população aos serviços de Atenção Primária à Saúde.</p> Antonio Carlos de Jesus, Delmason Soares Barbosa de Carvalho, Elaine Ramos de Moraes Rego, Melina Mafra Toledo, Ana Cláudia Godoy Morais Figueiredo Copyright (c) 2023 Antonio Carlos de Jesus, Delmason Soares Barbosa de Carvalho, Elaine Ramos de Moraes Rego, Melina Mafra Toledo, Ana Cláudia Godoy Morais Figueiredo https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/15205 seg, 30 jan 2023 10:50:56 -0300 O DIÁLOGO ENTRE AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE NO CUIDADO À POPULAÇÃO IDOSA NEGRA: PERCEPÇÃO DE PSICÓLOGAS QUE TRABALHAM NA ATENÇÃO BÁSICA https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/14210 <p><strong>Objetivo:</strong> Este estudo tem por objetivo compreender como as psicólogas, atuantes na Atenção Básica, percebem a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) nas unidades de saúde. <strong>Método: </strong>Foi realizada uma pesquisa qualitativa de caráter descritivo e exploratório, seguindo a perspectiva da Psicologia Sócio-histórica. Foi realizado um levantamento teórico-metodológico sobre os temas relevantes, produção dos instrumentos de coleta dos dados, aplicação de um questionário online e realização das entrevistas semiestruturadas. Participaram do estudo 07 psicólogas que atendem o público idoso e trabalham na rede de Atenção Básica da cidade de Salvador/BA. Os dados foram analisados pelo método hermenêutico-dialético. <strong>Resultados:</strong> Observou-se que há uma ausência da interlocução das Políticas Públicas para população negra e população idosa de modo transversal, assim como, a conotação do sujeito universal ao retratar a pessoa idosa, sem evidenciar a intersecção entre raça e geração. Porém, observa-se uma atuação das psicólogas, na Atenção Básica, relacionada aos atendimentos grupais e multiprofissionais no processo de cuidado à saúde da pessoa idosa.&nbsp;<strong>Conclusão:</strong> Verificou-se a importância da formação em políticas públicas para o fortalecimento do trabalho da psicologia na atenção básica e no cuidado à população idosa negra.</p> Victoria Andrade dos Santos, Camila Barreto Bonfim, Adrielle de Matos Borges Teixeira, Kátia Jane Chaves Bernardo, Daniela Maria Barreto Martins Copyright (c) 2022 Victoria Andrade dos Santos, Camila Barreto Bonfim, Adrielle de Matos Borges Teixeira, Kátia Jane Chaves Bernardo, Daniela Maria Barreto Martins https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/14210 sáb, 31 dez 2022 16:40:26 -0300