Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva <p>A Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva (PC-RESC) (eISSN: 2675-7591) , instituída no ano de 2020, é um periódico vinculado à Área de Saúde Coletivaà, ao Programa de Residência de Multiprofissional de Saúde e ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (MEPISCO) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). A PC-RESC é editada em sistema de fluxo contínuo para submissão e publicação. O escopo da PC-RESC inclui produções com enfoque multidisciplinar e interprofissional no campo da Saúde Coletiva. A PC-RESC publica dossiês temáticos, relatos de experiências e/ou de casos, artigos originais, revisões de literatura, resenhas e carta ao editor, aceitos após processo de revisão, nas línguas <strong>portuguesa, espanhola, francesa&nbsp;</strong>e&nbsp;<strong>inglesa</strong>&nbsp;conforme normatização apresentada nas diretrizes para autoras(es).</p> pt-BR <p><strong>Direitos Autorais</strong></p> <p>A submissão de originais para a Práticas e Cuidado: Revista de Saúde Coletiva (PC-RESC) implica na transferência, pelas(os) autoras(es), dos direitos de publicação. Os direitos autorais para os manuscritos publicados nesta revista são das(os) autoras(es), com direitos da PC-RESC sobre a primeira publicação. 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Foram incluídos os usuários que tinham acompanhamento individual por um período mínimo de três meses com profissional nutricionista e no mínimo duas aferições de exames bioquímicos de controle do diabetes. Dados da pesquisa obtidos em prontuários individuais. <strong>Resultados: </strong>Dos 142 pacientes atendidos, 64,1% eram idosos. Acerca das comorbidades, 83,8% dos pacientes apresentavam Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e 67,9% risco para doença cardiovascular (DCV) elevado. A média ajustada e o erro padrão da glicemia de jejum e hemoglobina glicada (HbA1c) observadas no momento inicial ao acompanhamento nutricional foram de, respectivamente, 177,73 mg/dL (6,62) e de 8,48 % (0,18). Após período de acompanhamento, os usuários apresentaram valores de 151,89 mg/dL (11,19) para glicemia de jejum (p=0,017) e 7,76 % (0,26) para HbA1c (p=0,001. Quanto ao perfil lipídico, valores aumentados de triglicerídeos e de índices de risco para DCV foram observados. Observou-se diferença significativa na melhora do controle glicêmico (glicemia de jejum e HbA1c) e no índice de massa corporal, mesmo essa não podendo ser considerada como impacto clínico. <strong>Conclusão: </strong>O acompanhamento nutricional pode auxiliar no controle glicêmico, bem como na redução do risco de complicações secundárias dos indivíduos com diabetes na Atenção Primária à Saúde.</p> Isadora Staggemeier Pasini, Marina Carvalho Berbigier, Ilaine Schuch Copyright (c) 2022 Isadora Staggemeier Pasini, Marina Carvalho Berbigier, Ilaine Schuch https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13164 qua, 09 fev 2022 19:47:49 -0300 INDICADORES DE MORBIMORTALIDADE DA COVID-19 EM MUNICÍPIO DE PEQUENO PORTE DO ESTADO DA BAHIA https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13024 <p><strong>Objetivo</strong>: Analisar dados de morbimortalidade sobre a COVID-19 do Município de Pindobaçu, Bahia, no período de março a agosto de 2021. <strong>Métodos</strong>: Trata-se de um estudo epidemiológico, com dados agregados, coletados em dois períodos, nos portais GEOCOVID 19 e Transparência Bahia, apresentados por meio de indicadores da morbimortalidade, taxa de evolução da doença, taxa de reprodução efetiva e vacinação. <strong>Resultados</strong>: A média móvel cresceu, saindo de 1 para 1,43; os casos acumulados em cinco meses configuraram um percentual de crescimento de 16,2%. A mortalidade por cem mil habitantes que era de 134,34 subiu para 154,24 e a taxa de letalidade apresentou crescimento de 11,16%. A taxa de evolução de óbitos encontra-se negativa (-100%) e apenas 18,93% da população encontra-se vacinada com duas doses. A projeção de casos para um mês após o período analisado, em relação aos casos por dia e média móvel, indica que o município não terá nenhum caso novo. <strong>Conclusão: </strong>Os indicadores apontam para uma estabilização nos casos novos e óbitos. As decisões relacionadas ao enfrentamento da pandemia foram adotadas tardiamente pela gestão municipal por meio da implementação de medidas de isolamento social e as ações de imunização necessitam de intensificação para o efetivo controle da COVID-19. Sugere-se que novos estudos possam ser realizados utilizando-se o Portal GEOCOVID e, assim, outras situações epidemiológicas sejam evidenciadas no estado.</p> Ana Luísa Macedo de Amorim, Everton da Silva Santos, Luiza Rios Gonçalves Silva, Renilza Jesus dos Santos, Cátia Vanessa Rodrigues dos Santos, Cleuma Sueli Santos Suto Copyright (c) 2022 Ana Luísa Macedo de Amorim, Everton da Silva Santos, Luiza Rios Gonçalves Silva, Renilza Jesus dos Santos, Cátia Vanessa Rodrigues dos Santos, Cleuma Sueli Santos Suto https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/13024 sáb, 26 mar 2022 22:06:40 -0300 ATUAÇÃO DO MÉDICO DE FAMÍLIA NO ATENDIMENTO À POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA NO CONTEXTO DA PANDEMIA – UM RELATO DE EXPERIÊNCIA https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/11789 <p>O ano de 2020 se caracterizou pela crise sanitária de proporção internacional, que foi a pandemia pelo vírus SARS-CoV-2, causador da enfermidade respiratória <em>Corona Virus Disease -19</em> (COVID-19) e, a partir daí, foram necessárias medidas sanitárias para o controle da sua disseminação. Nesse contexto, destaca-se o grupo das pessoas em situação de rua, que vivem em condições de extrema vulnerabilidade social, sem acesso aos serviços de saúde e com condições precárias de higiene, bem como impossibilitadas de realizar isolamento domiciliar. Desta forma, este artigo trata-se de um relato de experiência que teve como objetivo relatar a vivência de uma residente de medicina de família e comunidade, no atendimento à população em situação de rua do município de Camaçari-Ba no período da pandemia por Coronavírus, durante a realização do estágio eletivo no segundo ano de residência no ano de 2020. Onde, durante este período, foi possível desenvolver atividades itinerantes em parceria com profissionais da atenção básica para ações assistenciais específicas para esse grupo populacional. Desta forma, enquanto médica residente em saúde da família, pude direcionar minha atuação para demandas inerentes a população em situação de rua do município e desenvolvimento de articulação com outros serviços integrantes da rede de saúde. Podendo-se perceber com essa experiência a importância da criação de políticas públicas direcionadas para a população de rua, a importância da atenção básica, bem como do trabalho em equipe multiprofissional e articulação em rede tanto na pandemia quanto fora desse cenário.</p> Carla Viviane dos Santos Cerqueira, Bruno Luiz Ribeiro Campos Neves Copyright (c) 2022 Carla Viviane dos Santos Cerqueira, Bruno Luiz Ribeiro Campos Neves https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/11789 qui, 03 mar 2022 12:29:26 -0300 SAÚDE MENTAL, DEPRESSÃO E ATENÇÃO PRIMÁRIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UM RESIDENTE DE MEDICINA DE FAMILIA E COMUNIDADE https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/11295 <p><strong>Objetivo</strong>: O presente trabalho tem como objetivo relatar e resgatar a experiência vivida ao longo do primeiro ano de residência, a partir do método de relato de experiência.&nbsp; <strong>Método</strong>: Trazendo reflexões acerca das vivências durante o processo de cuidado de uma mulher, preta, em um processo de episódio depressivo maior, em uma unidade de saúde da família em Camaçari – Bahia. <strong>Resultados</strong>: Podendo assim refletir sobre o poder do vínculo e ferramentas como o método clínico centrado na pessoa na prática da clínica ampliada. <strong>Conclusão</strong>: Esta experiência teve o poder de transformar minha prática clínica herdada da academia e trazendo novas óticas sobre a relação médico-paciente e o processo terapêutico na realidade da Medicina de Família e Comunidade.</p> João Paulo Barreto Borges Coroa Copyright (c) 2022 João Paulo Barreto Borges Coroa https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/11295 qui, 03 mar 2022 12:40:16 -0300 DIMENSÕES DO APOIO MATRICIAL: DISPOSITIVO NA ORGANIZAÇÃO DO CUIDADO E NA FORMAÇÃO EM SAÚDE https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/12854 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo pretende explorar duas dimensões do apoio matricial como um dispositivo: na&nbsp; organização do cuidado e na formação em saúde. Trata-se de um relato de experiência produzido a partir das narrativas dos autores com base no recolhimento e problematização de suas vivências nas diferentes redes de atenção à saúde no SUS. O a</span><span style="font-weight: 400;">poio matricial é uma potente estratégia para enfrentar a fragmentação do cuidado e para agenciar a relação entre equipes nos processos de transição do cuidado em saúde. Aproxima os especialistas das equipes da rede básica, criando a possibilidade de discussão conjunta de casos e manejo articulado de situações complexas, aumentando a resolubilidade. Outros efeitos encontrados foram a criação de espaços de produção de educação permanente em saúde entre as equipes e também a potencialização destes espaços de reflexão e troca como cenários de práticas para formação de estudantes de graduação em saúde. A experiência demonstrou que a imersão dos estudantes na dinâmica do apoio matricial foi capaz de problematizar o chamado "currículo colcha de retalhos”, experimentando a produção de linhas de cuidado transversais, ampliando o espaço de conversa entre diferentes redes. Produziu conexões vivas entre as equipes em que os usuários ganharam visibilidade, desenhando espaços compartilhados de aprendizagem e de processamento do que se vive. Igualmente, foi possível perceber, a abertura de espaços no cotidiano para reflexão sobre o mundo do trabalho, suas tensões, impasses e as produções do cuidado, possibilitando o reconhecimento mútuo dos profissionais e estudantes em um processo cooperativo e muito significativo de aprendizagem.</span></p> Debora Cristina Bertussi, Maria Paula Cerqueira Gomes, Laura Camargo Macruz Feuerwerker, Emerson Elias Merhy Copyright (c) 2022 Debora Cristina Bertussi, Maria Paula Cerqueira Gomes, Laura Camargo Macruz Feuerwerker, Emerson Elias Merhy https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/12854 sáb, 26 mar 2022 22:18:11 -0300 MÉTODO PILATES NOS DISTÚRBIOS MUSCULOESQUELÉTICOS E PSICOSSOMÁTICOS EM INDIVÍDUOS COM CÂNCER DE MAMA: REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE DE ENSAIOS CLÍNICOS RANDOMIZADOS https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/12335 <p><strong>Introdução</strong>: O câncer de mama é um dos tipos mais comuns e seu tratamento convencional pode causar complicações musculoesqueléticas e psicossomáticas importantes. O Método Pilates mostra-se como uma estratégia capaz de atenuar os sintomas adversos de saúde e produzir benefícios sobre estes aspectos nesta população. <strong>Objetivo</strong>: Revisar sistematicamente os efeitos do Método Pilates sobre os distúrbios musculoesqueléticos e psicossomáticos em indivíduos com câncer de mama. <strong>Método</strong>: Revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados realizada nas bases de dados Embase, Scopus, LILACS, <em>Web of Science</em>, <em>Cochrane Library</em>, Medline, PEDro e SciELO, utilizando os descritores “<em>Breast Neoplasms</em>” e “<em>Pilates Method</em>”. Dos 202 artigos encontrados, 10 foram incluídos neste estudo e seis analisados na metanálise para os desfechos dor, linfedema do membro acometido, amplitude de movimento do ombro acometido, força de preensão manual, funcionalidade e sintomas de ansiedade. A qualidade metodológica dos estudos foi analisada pela Escala PEDro e a metanálise realizada pelo <em>software</em> <em>Review</em> <em>Manager</em> versão 5.4 (Colaboração Cochrane). <strong>Resultados</strong>: O grupo Método Pilates apresentou superioridade sobre o grupo controle ou intervenção mínima no linfedema do membro acometido, nos movimentos de flexão, rotação externa e amplitude total do ombro acometido e nos sintomas de ansiedade (p≤0,05). Essa diferença não foi observada na dor, na força de preensão manual e na funcionalidade (p&gt;0,05). <strong>Conclusão</strong>: O Método Pilates produz melhores efeitos sobre o linfedema do membro acometido, a amplitude de movimento do ombro acometido e os sintomas de ansiedade em comparação ao controle ou intervenção mínima em indivíduos com câncer de mama.</p> Adrieli Cimarosti Borges, Matheus Santos Gomes Jorge Copyright (c) 2022 Adrieli Cimarosti Borges, Matheus Santos Gomes Jorge https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/12335 ter, 25 jan 2022 14:43:08 -0300 O “NOVO NORMAL” NO FAZER DA PSICOLOGIA https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/11731 <p><strong>Objetivo</strong>: Este artigo possui como objetivo compreender os principais desafios e potencialidades encontrados pelos psicólogos na construção do novo fazer da Psicologia diante da pandemia de COVID-19. <strong>Método</strong>: Foi realizada revisão integrativa de artigos científicos, resoluções e cartilhas. <strong>Resultados</strong>: Verificou-se que a pandemia exigiu dos psicólogos adaptações em sua prática, com intervenções condizentes à emergência pandêmica, realizados por meio das tecnologias de informação e comunicação (TIC). Foram utilizados conhecimentos da Psicologia das Emergências e Desastres que contribuem na construção de intervenções apropriadas aos impactos sobre a saúde mental causados por emergências. <strong>Conclusão</strong>: Observou-se que atendimentos psicológicos por meio das TIC é bastante recente e tem apresentado desafios e potencialidades. Destacam-se como desafios a privacidade, segurança dos dados, não aplicabilidade a todos casos e precarização do trabalho do psicólogo na pandemia. Ressalta-se como potencialidades: maior acessibilidade, quebra de barreiras de tempo e espaço e redução de estigmas sociais comuns no contexto da pandemia.</p> Thaís Oliveira de Lacerda, Larissa Gabriela Silva Santos, Rafaella Bitencourt Costa, Zirlene dos Santos Matos Rebouças, Camila Barreto Bonfim Copyright (c) 2022 Thaís Oliveira de Lacerda, Larissa Gabriela Silva Santos, Rafaella Bitencourt Costa, Zirlene dos Santos Matos Rebouças, Camila Barreto Bonfim https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/11731 seg, 14 mar 2022 08:04:45 -0300 COMPAIXÃO EM TEMPOS DE PANDEMIA DE COVID-19 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/12360 <p><strong>Objetivo:</strong> Refletir sobre a compaixão em tempos de pandemia de COVID-19. <strong>Métodos:</strong> Estudo do tipo revisão narrativa tendo como base a estrutura de um ensaio teórico reflexivo que visa contribuir com discussões sobre a compaixão e sobre como ela vem sendo manifestada diante do atual cenário de pandemia. <strong>Resultados e discussão:</strong> A partir dessa reflexão foi possível observar que a pandemia de COVID-19 tem aflorado discussões acerca da importância da compaixão, a partir do momento em que os profissionais da saúde se sentem sensibilizados diante o sofrimento dos pacientes e do distanciamento destes dos seus familiares. Assim, espera-se com essa reflexão incentivar a prática de atitudes compassivas no meio social, nos ambientes de cuidados aos pacientes com COVID-19, e reforçar sua importância como qualidade altruísta dos profissionais da saúde, com enfoque para aqueles do campo da enfermagem, considerando sua presença constante nos cuidados aos pacientes hospitalizados e diagnosticados com COVID-19. <strong>Considerações finais: </strong>Conhecer, refletir e discutir a compaixão que deve ser uma prática diária diante de momentos tão difíceis que tem sido vivenciado, de modo a contribuir para que a sociedade e equipes de saúde demostrem toda sua sensibilidade compassiva consigo e com o outro, não somente durante a pandemia, mas para além dela.</p> Ana Carolaine de Souza Batista, Rudval Souza da Silva Copyright (c) 2022 Ana Carolaine de Souza Batista, Rudval Souza da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0 https://revistas.uneb.br/index.php/saudecoletiva/article/view/12360 qua, 30 mar 2022 16:05:33 -0300